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Quinta-feira, 23 de maio de 2024

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Apaixonado por treinos funcionais, educador físico deixou carreira de biólogo para abrir academia em Cuiabá

Foto: Arquivo Pessoal

Apaixonado por treinos funcionais, educador físico deixou carreira de biólogo para abrir academia em Cuiabá
Quando ainda morava em São Carlos (SP) por conta do mestrado em Ciências Biológicas, o educador físico Bernardo Chiletto, de 33 anos, se apaixonou pelos treinos de funcional que começou a fazer para melhorar a performance nas corridas. Não demorou para que ele tomasse a decisão de ingressar na segunda graduação: Educação Física. Por ver os benefícios do funcional no próprio corpo, Bernardo soube que havia mercado para as aulas, que podem ser feitas por pessoas de qualquer idade, peso e gênero. 


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Ele descobriu o funcional por acaso quando estava matriculado em aulas de natação, já que precisava trabalhar a parte cardiovascular para poder correr, e a piscina do local entrou em manutenção. Para manter o emprego, o professor de natação começou a dar aulas de funcional na academia. 

“Quando fui para musculação no começo me atendiam, mas não davam a devida atenção. Na natação tinha o professor, mas não era focado na parte de corrida, que era o que eu queria. Eu corria, mesmo que por conta, fazia musculação e natação. Fui fazer essa aula de funcional, que era bem dinâmica, trabalhava todos os grupos musculares e a resistência. Minha pressão baixou com 15 minutos de aula”, brinca.  

Apesar do primeiro impacto, o educador físico voltou para as aulas e nunca mais deixou de praticar os treinos funcionais. De acordo com ele, o acompanhamento semi-personalizado é a principal diferença entre o funcional e a musculação nas academia. 

“Gostei porque tinha sempre um professor acompanhando e por ser um treino em grupo, que é mais divertido. E é um treino que o professor foca no seu objetivo além de tudo. Comecei a me apaixonar cada vez mais. Fui vendo que era um treino muito bom, muito completo. Trabalha força, equilíbrio, velocidade, resistência. Foi quando decidi que queria trabalhar com isso”. 

Funcional é indicado para alunos de todas as idades. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Bernardo terminou o mestrado em Ciências Biológicas em São Carlos (SP), enquanto fazia os treinos de funcional. Na reta final, ele já estava trabalhando como auxiliar do professor de funcional da academia que frequentava. Ele conta que começou a perceber que o sentimento de realização profissional não surgia mais nas pesquisas que fazia, mas sim nas aulas de funcional. 

“Fiquei sem bolsa, porque prolonguei meu mestrado e o professor me convidou para ajudar ele nas aulas. Fazia o mestrado de manhã e no resto do dia trabalhava com ele. Foi quando comecei a perceber que quando estava trabalhando na pesquisa o tempo não passava de jeito nenhum. Já nas aulas, era um clique e as aulas acabavam”. 

Mudança de carreira 

Assim que foi aprovado no mestrado, em novembro de 2014, Bernardo voltou para Cuiabá e contou para os pais que estava decidido a mudar de carreira. Em março de 2015, ele começou a graduação em Educação Física na Unic, e abriu a Chiletto Treino Funcional, que funciona no mesmo terreno da casa onde cresceu, na avenida das Flores, no bairro Jardim Cuiabá, na Capital. 

“Meu pai na hora falou para eu ir para o doutorado, mas expliquei que não era o que eu gostava. Ele perguntou se eu tinha certeza e eu disse que sim. Falou para eu ir para a outra área e dar tudo de mim. Minha mãe também me apoiou muito. Tanto que foi super rápido, quando terminei minha dissertação já estava vivendo o mundo da Educação Física”. 

Assim que começou a se dedicar às aulas de funcional, Bernardo voltou a se sentir satisfeito profissionalmente. Para ele, a melhor parte da modalidade, é poder treinar grupos distintos e ver os alunos recuperando a saúde. O educador físico destaca que a qualidade de vida é um dos pilares principais do funcional. 

“Alguns alunos chegam com muita dor, chegam aqui com receio, começam a fazer devagar, porque sabem que os exercícios são adaptados, vão se soltando… De repente me avisam que a dor melhorou. Isso é demais, me dá muita felicidade.  Lógico que quando a pessoa atinge os objetivos de emagrecer, por exemplo, é sensacional. Mas quando a pessoa volta a ter saúde, que é o principal do funcional… É outra história”. 

Bernardo também costuma dar aulas para candidatos de concursos que precisam passar pelo Teste de Aptidão Física (TAF). 

“Gosto de tudo, principalmente quando a pessoa atinge seus objetivos de peso ou passar numa prova de TAF, mas não tem força para fazer barra fixa e a gente treina, depois ele liga avisando que passou”. 

Nos treinos, ele reforça que sempre busca ser paciente com os alunos e destaca a importância de saber dosar a intensidade dos exercícios aplicados. De acordo com Bernardo, o objetivo é fazer com que os alunos não desistam de fazer as aulas e deem continuidade a uma prática física. 

“Tem dias que monto um treino forte e de muita resistência, o aluno chega com problemas pessoais, mãe doente, passou a noite no hospital e veio para a aula para espairecer mesmo… Você vai pegar pesado com ele no treino? Não, você vai no limite que ele consegue. Quando você força o exercício, há uma grande chance dele se machucar, de criar uma lesão ou de não voltar para a aula mesmo”. 


A educadora física Jémina Faveri também dá aula de funcional na academia de Bernardo. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Prática física oferece futuro saudável 

Bernardo explica que as aulas de funcional não possuem faixa etária e servem para todos os públicos, exceto pessoas que sofram com dores crônicas ou problemas cardíacos, por exemplo. Nesses casos, o educador físico ressalta a necessidade de procurar por orientação médica antes de começar a prática física. 

Ele brinca que as atividades físicas frequentes são como uma “aposentadoria”, já que representam um envelhecimento mais saudável para os alunos. No funcional, ele já deu aula para crianças de 12 anos e tem alunos de até 75. 

“O importante é se movimentar, procurar uma boa orientação. Falo que isso é para a velhice, é nossa aposentadoria mesmo. Se você espera sua saúde ir embora para começar a treinar, é mais difícil, quanto antes começar melhor. A cada dia fazendo seus músculos se fortalecendo, suas articulações vão ficando mais protegidas”. 

“No final das contas, o que falta para gente com o passar dos anos, é mobilidade para virar o corpo ou força para subir uma escada, por exemplo. O funcional trabalha exatamente isso”. 

Ele afirma que os treinos funcionais também são uma ótima opção para pessoas com mais de 50 anos, já que os exercícios são focados em melhorar as funcionalidades do corpo, como força, resistência e flexibilidade. Ele explicou que, muitas vezes, algumas pessoas sentem vergonha de treinar em academias e o funcional pode ser opção, já que oferece acompanhamento e pode ser personalizado aos objetivos do aluno.

"Acho que todos deveriam sentir isso, porque algumas pessoas têm receio ou vergonha de ir na academia, muitas pessoas deixam de fazer exercício por vergonha. Na mesma aula terão pessoas de diferentes idades e gêneros. O professor tem que ter o profissionalismo de ver o que você consegue e passar um exercício para você. Não existe o corpo certo para fazer, o importante é fazer". 
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