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Quinta-feira, 28 de maio de 2020

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Programação online chama atenção pra doenças inflamatórias intestinais

Da Redação - Isabela Mercuri

19 Mai 2020 - 11:26

Foto: Reprodução

Programação online chama atenção pra doenças inflamatórias intestinais
Relatos sinceros e sem medo de pacientes que sofrem com doenças inflamatórias intestinais fazem parte da programação online do ‘Maio Roxo’, mês dedicado à divulgação de informações sobre doença de crohn e retocolite. Esta terça-feira (19) é o “Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal” e, durante todo o mês acontece, ainda, um congresso virtual com palestras de especialistas.

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“A doença de crohn e a retocolite geralmente produzem um forte impacto na qualidade de vida dos pacientes, pela continuidade dos sintomas, redução na capacidade de trabalho, estigma social, acessibilidade a sanitários, dificuldade de atividade física, limitação nas escolhas profissionais”, afirma o presidente da Associação de Pacientes com Doenças Inflamatórias Intestinais do Estado de Mato Grosso (APDII – MT), Anderson Barbalho.
 
Atualmente, há 438 pacientes com as doenças em Mato Grosso, sendo 252 atendidos pelas farmácias de alto custo, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), e cinco milhões de pessoas sofrem em todo o mundo. A doença de crohn pode inflamar qualquer área do sistema digestivo, enquanto a a retocolite ulcerativa atinge o cólon (intestino grosso). Os principais sintomas são diarreia, cólica abdominal, sangramento retal e fadiga. Estas doenças são crônicas e autoimunes.
 
“A associação vem trazer um suporte a esses pacientes, com um trabalho multidisciplinar, porque além do profissional da área que trata, que é o proctologista ou o gastro, [também quer] leva-los a procurar um psicólogo, um nutricionista, que são complementos para o sucesso do tratamento”, completa Anderson.
 
Um dos depoimentos divulgados online pelo Instagram da associação é de Juliana Oliveira, que já passou por diversas cirurgias: “Tenho 32 anos. Aos 12 anos apareceram os primeiros sintomas, mas apenas aos 13 após uma colonoscopia veio o diagnóstico de doença de Crohn. Daí pra frente várias tentativas de tratamento, a grande maioria não deu certo por que na época eu não aceitava que precisava de medicações para viver. Foram várias cirurgias. Vários outros problemas de saúde por conta da baixa imunidade. 2018 fiz o que achava ser minha ultima cirurgia, colocar uma colostomia definitiva e retirar todo o restante do intestino. Não saiu como esperávamos, tive problemas e então em 2019 fiz a minha última cirurgia de trocar para uma ileostomia e retirar mais um pedacinho do intestino. Tenho alergia a quase tudo... os médicos ficam bem limitados em relação ao meu tratamento. Hoje estou em tratamento com azatioprina e humira. A doença está em remissão. Ganhei alguns quilos o que me deixou bem. Confio muito nos meus médicos, mas nunca perdi minha fé. Estou num processo de aceitação do meu corpo com essa ileostomia definitiva e várias cicatrizes. Alguns dias ainda me sinto muito desanimada e fraca, escuto ainda de algumas pessoas que estou fazendo corpo mole. Mas eu bem sei a guerreira que sou”.

Confira mais histórias e a programação online pelas redes sociais da associação: INSTAGRAM / SITE ou pelo telefone (65) 98132-0471.

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