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Terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Mãe de garoto autista dá depoimento, pede menos preconceito e maior acesso ao diagnóstico

Da Redação - Isabela Mercuri

02 Abr 2018 - 11:40

Foto: Arquivo pessoal

Mãe de garoto autista dá depoimento, pede menos preconceito e maior acesso ao diagnóstico
Nesta segunda-feira (2) é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, a data chama atenção para esta deficiência, que atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Cuiabá, a fisioterapeuta e mestre em saúde pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Camila Albues Torres, descobriu que seu filho, Arthur, é autista, e faz questão de dar seu depoimento para ajudar outras famílias.

Leia a íntegra de seu depoimento:

Hoje é o dia mundial da conscientização do autismo! Quero deixar meu depoimento para que  outras crianças tenham o mesmo privilégio de ter diagnóstico e de serem bem tratadas,  tendo menos preconceito e o máximo de independência! Sou Mãe do Arthur que é autista (nível 1, grau leve), não me envergonho de dizer, pois tenho muito orgulho do meu filho, creio com toda certeza e convicção que Deus colocou ele na família certa.
 
Sou fisioterapeuta especialista em neuropediatria e trabalho com crianças especiais. Sempre soube que Arthur tinha algo. Desde bebê, pra mim ele era diferente. Percebia, por trabalhar com crianças especiais no dia a dia.  Na hora de mamar ele não olhava para mim e tinha dificuldade com a fala. Meu marido me dizia que eu via coisas onde não existiam.
 
Enfim, deixei-me convencer que não era nada, apesar do Arthur não gostar desde pequeno de interagir!  Fiquei grávida de uma menina quando Arthur tinha 10 meses (Helena foi a maior benção que Deus pode dar ao Arthur, por estimulá-lo na fala e interação) e foi uma reviravolta em nossas vidas! Só que o Arthur sempre teve seu desenvolvimento motor normal. Com 1 ano e 1 semana andou, mas a comunicação e o contato visual eram sempre deficitários. Todos me diziam que ele era preguiçoso, e eu, muito desesperada!
 
A diferença apareceu quando ele foi para escola, e diante das dificuldades procuramos duas opiniões de Neurologista, em Cuiabá e São Paulo, que confirmaram o diagnóstico. Quero dizer que o diagnóstico não é o fim, e sim o início de uma melhor compreensão sobre o meu filho! Ele não deixa ser o Arthur, amável, autêntico, carinhoso, que gosta de abraços, gentil e inteligente. Ele se comporta de tal forma, e é tão capaz de nos surpreender, que às vezes até nos assusta. Capaz de entender a beleza de pequenos gestos que geram uma gratidão!
 
Já enfrentamos muitos preconceitos, mas temos muito apoio. Espero que muitas crianças possam ter esse privilégio de encontrar suporte e amparo na confirmação do diagnóstico, pois segundo pesquisas existem mais de dois milhões de autistas no país, mas apenas 10% são diagnosticados.
 
E que a sociedade possa julgar menos e se conscientizar que o autismo é apenas uma forma diferente de ver o mundo.  E que a inclusão social possa fazer parte de nosso dia a dia nos diversos ambientes da sociedade.
 
Camila Albues Torres é Mae do Arthur, Fisioterapeuta , Mestre em Saude pela UFMT, Professora  de Neurologia Infantil da (Unic), Especialista em fisio Neuro infantil  pela PUC, Especializada no Conceito Neuroevolutivo Bobath Avançado pelo JP Mães de Londres, Pioneira em Terapia Intensiva - Pediasuit em Mato Grosso dede 2012 pela Therapies 4 Kids USA, e proprietária da Clinica Vital Kids Fisioterapia Infantil Avançada.

*Atualizada.

5 comentários

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  • Fernanda
    25 Jul 2018 às 06:05

    As pessoas as vezes tiram palavras não sei de onde pra comentar q alguém falou. Não entendo essas pessoas.

  • Flor de Lis
    03 Abr 2018 às 21:07

    Oxi Maysa .. em algum comentário vc leu a palavra doença ?!! Se leu ou entedeu vá se tratar que a doente e você.. bixa doida .

  • Maysa Mattos
    03 Abr 2018 às 09:55

    Quando iremos parar de chamar os Autistas de "doentes"? Eles não estão ou são DOENTES. Por favor, eles não têm doença alguma! São crianças saudáveis que podem, como qualquer outra criança neurotípica, "normal, ficar doente, mas não são doentes. Têm sim, uma deficiência. E vcs não precisam ter receio, medo de usar essa palavra. Não é feio, é o correto. Eles são diferentes pq seus cérebros funcionam diferentes, mas nem por isso menos ou pior que outra criança qualquer. Que coisa!! APRENDAM, Autistas ou outra deficiência não é doença, pelo amor de Deus!!!!!

  • Glenda paz menatio
    02 Abr 2018 às 23:54

    Meu filho tem 4 anos e até agora tem dificuldades na fala, se irrita com qualquer coisa, não presta atenção no que falamos, a noite chora para não dormir, e só anda com as pontas dos dedos, acho o comportamento dele diferente das outras crianças com a mesma idade, falo para meu marido p gente procurar um fonoaudiólogo um psicólogo, ele não aceita e diz que o filho dele não tem nada.

  • Flor de Lis
    02 Abr 2018 às 18:00

    Que menino lindoooo!! Eu diria que é uma forma melhor de ver o mundo ou melhor de não ver o mundo .. lindo seu filho é lindo !

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