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“Valle Sagrado de los Incas” guarda parques arqueológicos surpreendentes entre rios e montanhas

Especial para o Olhar Conceito - Thalita Araújo

05 Jul 2013 - 11:37

Foto: Thalita Araújo

“Valle Sagrado de los Incas” guarda parques arqueológicos surpreendentes entre rios e montanhas
Nas proximidades de Cusco, uma extensão territorial entre rios e montanhas recebe a denominação de “Valle Sagrado de los Incas”, e guarda parques arqueológicos belíssimos e surpreendentes.

Fizemos um passeio de um dia ao Valle Sagrado, mas, se eu pudesse refazê-lo, seria com mais tempo. No início da manhã saímos de Cusco em um ônibus turístico e 36 quilômetros depois chegamos a Pisaq.

Pisaq foi uma grande cidade inca construída a 3,3 mil metros acima do nível do mar. Os terraços para agricultura construídos na encosta das montanhas são lindos, simétricos, impressionantes.

Os vestígios da cidade guardam construções quase perfeitas, algumas com poucas destruições causadas pelo tempo, apesar de terem sido erguidas há tampo tempo, no período pré-colombiano.

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Neste parque arqueológico também me impressionou o maior cemitério inca, um paredão em uma montanha em frente à cidade, cheio de buracos, nos quais eram depositados os corpos.



Em Pisaq também aproveitamos as maravilhosas lojas de prata peruana. São joias belíssimas com um design típico e que levam pedras da região. Foi onde encontrei os melhores preços e as maiores lojas.

Saindo de Pisaq, almoçamos em uma pequena cidade que leva o nome do principal rio que corta o vale, Urubamba. O restaurante foi o Maizal, e não recomendo, pois a comida, apesar do bom aspecto, me rendeu problemas.

Seguimos para Ollantaytambo, segundo nosso guia, a única cidade pré-colombiana original habitada até hoje. O lugar é um charme completo. A cidadezinha conserva duas casas inteiramente originais como os incas as fizeram, além de ruas, calçadas e canais de água que passam por todo o vilarejo.

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Tem uma pracinha central movimentada, cheia de artesanato, comidas e turistas de todas as partes do mundo, além de uma grande feira alguns quarteirões adiante. Em Ollantaytambo existe uma estação de trem, então, a minha dica é, se puder, fique mais tempo por lá.

Já havia me encantado pela cidadezinha, mas nem pude explorá-la, pois a grande atração ainda estava por vir, o parque arqueológico defronte ao vilarejo. O parque era um centro militar e agrícola inca, com alguns templos religiosos também.

Depois de subir muitos e muitos degraus (tarefa ainda mais cansativa tão longe do nível do mar) chegamos ao ponto mais alto. É sempre impressionante, cada parque, cada particularidade.

Saber que uma pedra utilizada num certo templo ali vem de uma rocha que só existe em uma montanha a quilômetros de distância dá um ar misterioso e mágico ao local, tanto a Ollantaytambo quanto a todos os outros parques. “Mas como eles fizeram isso?” é a pergunta que não sai da cabeça de todo mundo.

Ollantaytambo também foi uma “despensa” inca. Nas montanhas em frente à cidade, construções curiosas cheias de janelas chamam a atenção. Nosso guia nos explicou que aqueles espaços diferentes eram reservatórios de comida.

Ali, incrustadas nas rochas e àquela altura, aquelas construções foram feitas em um ponto estratégico, de forma que o vento batesse ali e fizesse uma corrente por entre as aberturas, gelando tudo. Então, não era uma simples despensa, era, na verdade, um refrigerador.

Depois de nos encantarmos com outras curiosidades e construções de Ollantaytambo, partimos rumo a Chinchero, onde visitamos uma igreja católica construída pelos espanhóis e que teve como base uma construção inca. Vale a pena a visita.

O dia terminou. Muito cansados de tanto subir e descer, mas muito encantados com tudo que vimos. No dia seguinte, preparativos para Machu Picchu, que será tema da próxima matéria!



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