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Machu Picchu encanta o mundo pela beleza e pelos mistérios indecifráveis que guarda

Especial para o Olhar Conceito - Thalita Araújo

22 Jul 2013 - 11:07

Foto: Thalita Araújo

Machu Picchu

Machu Picchu

Até os mais céticos chegam a duvidar de sua própria incredulidade quando se deparam com Machu Picchu. A cidade inca perdida – achada em 1911 – traz mistérios que nos fazem questionar como uma cidade pré-colombiana poderia chegar ao grau de evolução, sobretudo intelectual, que acreditamos ter tido. Sim, parece coisa de outro mundo.

A 2,4 mil metros de altura, situada em uma montanha no vale do Rio Urubamba, a cidade, segundo os guias que conduzem passeios pela região, é considerada um refúgio cheio de casas, praças, templos e terraços de agricultura e também a central intelectual inca, onde se realizavam diversos experimentos agrícolas, astronômicos, dentre outros.

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Por exemplo, foram encontrados vestígios da planta de coca do local, planta muito importante na cultura peruana. No entanto, tal planta até hoje não é plantada naquela altitude, obtendo sucesso em locais muito mais baixos, como na selva peruana. Quer dizer, estavam conseguindo adaptar a planta àquele local.

O conhecimento inca fascina. Nos templos, fenômenos incríveis acontecem, como a formação de símbolos desenhados pela projeção de luz e sombra em dias específicos e horas específicas, em que o sol se alinha às frestas exatas. Assim acontece no solstício de verão, no início da manhã. Como eles conseguiam ser tão exatos?

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Falar sobre os encantos e mistérios me duraria um longo tempo, além do que, é bom que se conheça muitas histórias apenas lá, ao vivo, com toda a energia que o lugar oferece.

Águas Calientes

De Cusco, pegamos um trem ate a cidadezinha de Águas Calientes. A viagem é curta, em torno de 2 horas, mas a paisagem exuberante não te deixa ficar entediada. Fomos com o trem Vistadome, com janelões e teto em vidro, nos permitindo contemplar melhor a vista. Mas, há opções mais simples.

Águas Calientes é um charme de lugar, uma cidadezinha onde tudo é feito a pé, já que ninguém chega de carro, só de trem. É um vilarejo à beira do rio, colado ao pé de uma gigante montanha, e cercada por outras do mesmo tipo.

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Há muitos restaurantes e bares na cidade, um mais charmoso que o outro, com preços bastante convidativos. Em grande parte, o menu turístico (entrada, prato principal e sobremesa) custa entre 15 e 20 soles, o que dá menos ainda em reais.

Uma dica: fujam dos pouco restaurantes que se localizam no entorno da pracinha principal. Eles oferecem um cadápio como os outros, mas, sem avisar antecipadamente, cobram na conta um taxa de serviço de 40%. E não adianta perguntar por que, não tem diálogo.

Depois de um dia curtindo Águas Calientes, na manhã do dia seguinte pegamos um ônibus que nos levaria a Machu Picchu, nas alturas.

Machu Picchu

Curvas, curvas, ônibus subindo e em alguns minutos chegamos à entrada de Machu Picchu. Como nos orientaram, munidos de mochila com água e mantimentos, como bolachas e barras de cereais bem energéticas, além de muita folha de coca para dar energia e driblar a falta de ar.

Ali o guia nos esperava. Entramos e então subimos muitos degraus. É cansativo, ainda mais depois de uma semana visitando parques no alto de montanhas. Mas, lá em cima, a vista compensa.

Fizemos um tour de pouco mais de 2 horas com o guia, depois pudemos ficar à vontade apara explorar o local. Poderíamos ficar até as 17h, quando saem os último ônibus de volta a Águas Calientes.

Há muitos guias que ficam ali na entrada oferecendo serviços, ou seja, se você chegar desprevenido, pode contratar um na hora. Em nosso caso, optamos pela comodidade e compramos tudo através do Hostel em que nos hospedamos em Cusco, afinal, existe um número limite de visitas por dia ao parque.

Pagamos 270 dólares por pessoa para entrada em Machu Picchu, trem Vistadome de Cusco a Águas Calientes e volta, todos os traslados, tickets de ônibus para a subida ao parque e descida, além dos serviços de guia turístico. Procuramos pesquisar quanto gastaríamos se comprássemos tudo nós mesmos e descobrimos que a diferença não compensaria o trabalho, além do risco de não conseguir as datas e horários desejados.

Machu Picchu certamente é um destino que merece uma visita. É um lugar que impressiona, encanta e dá saudade, muita saudade.

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