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Terça-feira, 23 de julho de 2024

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Visões Periféricas

Cineasta e coletivo indígena são homenageados no festival nacional; filmes de MT na lista

Foto: Divulgação

Cineasta e coletivo indígena são homenageados no festival nacional; filmes de MT na lista
O cineasta Takumã Kuikuro e a Kaitsu Filmes Produções/Coletivo Kuikuro são os grandes homenageados da décima sexta edição do Festival Visões Periféricas, que acontece presencialmente entre os dias 2 e 6 de março, no Rio de Janeiro. Como parte das homenagens, serão exibidos cinco filmes de Takumã Kuikuro na Sala 3 do Cine Estação NET Botafogo. Toda a programação do Festival é gratuita. Consulte a programação completa no site do Festival: www.visoesperifericas.org.br.


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Os filmes do cineasta que serão exibidos são: “Nguné Elü: o dia em que a lua menstruou” (Takumã Kuikuro & Maricá Kuikuro, MT, 2004, 28’), “Kagaiha Atipügü - pele de branco” (Takumã Kuikuro e Marrayury Kuikuro, MT, 2012, 25’), “Ete London - Londres como uma aldeia” (Takumã Kuikuro, Londres/MT, 2015, 20’) e “Território Pequi” (Takumã Kuikuro, MT, 2021, 22’), exibidos no dia 03 de março (sessão das 16h), e o longa “As hiper-mulheres” (Takumã Kuikuro, Leonardo Sette & Fausto Carlos. MT, 2011, 80’), projetado na sessão das 19h de sábado, 04 de março.
 
“Takumã, cineasta da etnia Kuikuro, é um dos realizadores indígenas mais importantes da já vasta trajetória recente do que convencionamos nomear Cinema Indígena no Brasil. Reconhecido internacionalmente, Takumã cresceu na Aldeia Ipatse, localizada na Reserva Indígena do Xingu, em Mato Grosso, e, com apenas 18 anos, foi apresentado ao fazer cinematográfico através do projeto Vídeo nas Aldeias, coordenado por Vincent Carelli; programa de formação de jovens cineastas indígenas, com mais de 40 anos de atuação em diversos territórios ameríndios. Após as primeiras oficinas de capacitação técnica, Takumã demonstrava sensibilidade sofisticada para a direção cinematográfica e seus primeiros curtas rapidamente causaram impactos nas mais variadas curadorias de festivais nacionais e internacionais”, aponta Iulik Lomba de Farias, cineasta e antropólogo, em texto publicado no catálogo do Festival.
 
Mostra competitiva
 
Também no sábado (04), dois curtas de MT participam da programação presencial e competitiva do Visões Periféricas: a ficção “Fábrica de palavras” (2022, 21’), de Ronaldo Adriano, e o documentário “Ana Rúbia” (2022, 15’), de Diego Baraldi e Íris Alves Lacerda. Ambos serão projetados na Sala 3 do Cine Estação NET Botafogo. Além de estarem sob votação pelo júri técnico, esses dois curtas serão difundidos online e gratuitamente nos dias 7 e 8 de março pelo site do Festival (www.visoesperifericas.org.br), com votação pelo júri popular.
 
“Fábrica de palavras”, de Ronaldo Adriano, curta realizado em Alta Floresta/MT, mostra uma artista durante o processo criativo de uma obra. Ela se encontra com suas próprias memórias e compartilha um pouco de sua história cheia de afetos, encontros, caminhos e escolhas. O curta foi realizado com incentivos do Edital MT Nascentes (Secel/MT – Lei Aldir Blanc em Mato Grosso).
 
“Ana Rúbia”, de Diego Baraldi e Íris Alves Lacerda, acompanha instantes do cotidiano da personagem-título, pessoa trans que reside em Rondonópolis/MT, em passagens que mostram algumas de suas relações sociais, atravessamentos religiosos, de amizade e profissionais (ela é educadora e pesquisadora). O curta também acompanha o lançamento do livro de Ana Rúbia, “Memórias escolares de travestis: narrativas de um “não lugar”, que aconteceu em fevereiro de 2021, na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). “Ana Rúbia” foi realizado com incentivos da Linha Culturas LGBTQIAP+ do Edital MT Nascentes, promovido pela Secel/MT (Lei Aldir Blanc em Mato Grosso/Governo Federal).



Mostra online pela Itaú Cultural Play
 
Outros dois curtas de MT participam da programação online do Festival, com difusão entre 2 e 8 de março, através da Plataforma Itaú Cultural Play (acesso mediante cadastro gratuito na plataforma): a ficção “A velhice ilumina o vento” (MT, 2022, 20’), de Juliana Segóvia, e o documentário “Hermanos, aqui estamos” (MT, 2021, 24’), de Jade Rainho.
 
“A velhice ilumina o vento”, de Juliana Segóvia, conta a história de Valda, mulher preta, idosa, periférica, trabalhadora doméstica da cidade de Cuiabá. Mulher forte, cuiabana do “pé rachado”, Valda subverte em seu cotidiano o paradigma da velhice estigmatizada.
 
“Hermanos, aqui estamos”, de Jade Rainho, retrata a realidade e as histórias de vida de mulheres imigrantes da Venezuela em Cuiabá, MT, encontradas nos cruzamentos de grandes avenidas segurando placas com pedidos desesperados de ajuda, nas casas de abrigo e nas periferias da cidade, refugiadas da atual grande crise política, econômica e humanitária em seu país.
 
Sobre o Festival Visões Periféricas
 
O Festival Visões Periféricas chega a sua 16ª edição exibindo 78 filmes de todas as regiões do Brasil (nove são de Mato Grosso), em todos os formatos: curta, média e longa-metragem. O esforço da curadoria, pioneira no país, é privilegiar temáticas e filmes produzidos por realizadores que vivem nas múltiplas periferias brasileiras: sociais, territoriais e existenciais. A 16ª edição do Festival Visões Periféricas marca o retorno definitivo do evento às salas de cinema. O período de pandemia trouxe mudanças na forma de fazer o Festival por meio do online mas não diminuiu a importância que a sala de cinema ainda possui na promoção do encontro afetivo entre público e filmes. O Festival contará com a presença dos realizadores e debates depois das sessões. (com informações da assessoria)
 
Serviço

O quê: Realização da 16ª edição do Festival Visões Periféricas, com exibição de nove filmes mato-grossenses.
Quando: Entre quinta, 02, e quarta, 08 de abril.
Onde: Presencial, no Cine Estação NET Botafogo Sala 3; online, pelo site do Festival ou pela plataforma Itaú Cultural Play (consulte a programação completa no site do Visões Periféricas: www.visoesperifericas.org.br)
Quanto: Entrada gratuita.
Mais informações: @festivalvisoesperifericas / www.visoesperifericas.org.br
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