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Ateliê Fio e Formas

Após ter salário reduzido devido a pandemia, moradora de Cuiabá vende peças em crochê para completar renda

Da Redação - José Lucas Salvani

14 Abr 2021 - 14:25

Foto: Reprodução/Divulgação

Após ter salário reduzido devido a pandemia, moradora de Cuiabá vende peças em crochê para completar renda
Natural do Recife, Liliane Maria da Silva Cruz mudou para Cuiabá em busca de uma oportunidade de trabalho. Entretanto, em meio a pandemia do novo coronavírus, viu o seu salário ser reduzido e precisou empreender para conseguir completar sua renda mensal. Foi por meio do Ateliê Fio e Formas, confeccionado peças em crochê e macramê, que ela encontrou uma nova oportunidade financeira.

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Liliane se mudou para Cuiabá em 2017, em busca de uma oportunidade de trabalho porque em sua cidade natal não encontrava emprego. Em um primeiro momento, Liliane teve dificuldades, mas posteriormente encontrou um trabalho. Já em 2018, ingressou na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde estuda Saúde Coletiva, no quatro semestre.

Ela é uma das trabalhadoras atingidas pela pandemia do novo coronavírus. A jornada de trabalho foi reduzida e, consequentemente, o seu salário caiu. Sem uma boa renda para contribuir com o pagamento dos gastos em casa, ela resolveu investir na criação de um ateliê, para que pudesse vender suas peças em macramê e crochê. Nas próximas semanas, o Ateliê se tornará sua principal fonte de renda, visto que será desligada do seu atual trabalho.

Seu marido é um dos pilares que mais lhe apoia. “Minha família sempre me apoiou e meu marido principalmente. No começo, foi ele quem deu mais apoio porque a gente realmente precisava de uma renda extra para suprir as necessidades de casa. Sempre tive um apoio nessa questão com ele. [Meu marido] ajuda com as entregas, organiza tudo e fecha encomendas. Ele é super parceiro".

O macramê não surgiu na vida de Liliane já com o objetivo de se transformar em um negócio. Ela aprendeu as técnicas necessárias no início de 2020, mais como uma forma de terapia, para poder ficar focada e concentrada em algo. Já o crochê, de fato, chegou para agregar no ateliê. Atualmente, as peças que mais vendidas são confeccionadas com crochê.

“Bem no começo do ano [2020], eu já estava procurando por algo que eu pudesse trabalhar manualmente”, conta ao Olhar Conceito. “Para mim, fazer coisas manuais acaba me acalmando. Eu usei isso, a princípio, como uma terapia para mim mesma. Ao longo do tempo, fui desenvolvendo técnicas com o macramê, e via uma possibilidade de investir nisso. Foi assim que iniciei”.

O começo do negócio foi um pouco complicado. Seus primeiros clientes foram pessoas de outros lugares do país porque Lidiane sentia dificuldade em conseguir criar contatos na comunidade cuiabana. Agora ela está focada em fazer o seu negócio crescer entre os moradores de Cuiabá e, por isso, tem participado de feiras como a Eu Garimpo e Gaia para poder atingir novos públicos.

O catálogo do Fios e Formas é bem variado. Há carteira primavera, kit lavabo, cestos organizadores, mini cachepô, cestinho quadrado, clutch bag, porta copos feitos de crochê ou macramê, crochet scrunchies, filtro dos sonhos, bolsa clutch clear, porta guardanapos, espelho mandala, painel lúna, mandalas, bastidores de crochê e chaveiro festonê.

“Eu tenho uma tabela fixa de preços para alguns produtos que tem mais saída, mas em outros produtos, em que o cliente me traz uma necessidade específica, então orço conforme o pedido”, explica. “Os meus trabalhos são feitos com materiais recicláveis, então não tem uma tabela fixa de cores, vamos dizer assim. Às vezes é difícil conseguir uma cor específica que o cliente pede, então tenho que optar por um fio preparado para esse tipo de trabalho”. 

O trabalho de Liliane pode ser encontrado no Instagram, @fio.eformas. Para encomendar uma das peças, basta entrar em contato pelo número (65) 98406-1314.

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