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Segunda-feira, 10 de agosto de 2020

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Após cruzar o continente de carona e andar 100km a pé, mochileiro de Cuiabá chega ao Alasca

da Redação - Isabela Mercuri

10 Fev 2020 - 16:39

Foto: Divulgação

Após cruzar o continente de carona e andar 100km a pé, mochileiro de Cuiabá chega ao Alasca
Pouco mais de dois anos depois de começar sua jornada pelas estradas, o mochileiro de Cuiabá Gabriel Dias da Silva, 26, finalmente realizou seu sonho e chegou ao Alasca no último domingo (9). Ele percorreu todo o caminho de carona e, no final, quase 100km a pé, quando as estradas ficaram desertas – foi andando, inclusive, que cruzou a fronteira do Canadá com os Estados Unidos.  O objetivo, no entanto, não chegou ao final.

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“Andei quase 100km a pé para chegar aqui porque tinha pouco movimento na estrada, mas cheguei, e deu tudo certo. Eu vou estar aqui no Alasca pelos próximos seis meses, vou começar a vender adesivos e camisetas personalizadas pelo Instagram porque meu dinheiro acabou”, contou ao Olhar Conceito.

Enquanto está no Alasca, Gabriel quer ver a aurora boreal e encontrar ursos polares, além de chegar ao ‘extremo norte’ do continente, em Prudhoe Bay. “Há dois anos eu estive em Ushuaia, que é o ‘fim do mundo’. Eu não sei se é lá que começa ou termina, mas lá é uma ponta de todas as estradas da América, e agora estou indo para a outra ponta, para o fim de todas as estradas. E lá vai ser possível ver urso polar, que também quero muito ver...”, afirmou.

Daqui a seis meses, seu objetivo será outro: dar a volta ao mundo. “Daqui vou seguir para a China, África do Sul, Turquia, Europa, Islândia, Groenlândia, Canadá e vou chegar no Alasca outra vez. E só depois disso que vou voltar para casa. E não vou pegar nenhum avião, vai ser tudo por terra e barco. Vou ter que pegar um barco daqui para a China ou pro Japão e depois para a China", afirma. Para conseguir continuar no Alasca, ele precisa ainda de botas e calças de inverno.

Trajetória

A aventura começou em 2017, mas, desde então, já foram muitas idas e vindas. Antes disso, Gabriel já trabalhou vendendo capinha de celular pelas ruas cuiabanas, abriu uma empresa de informática, até chegar ao ramo imobiliário. Foi com a venda de um apartamento e a comissão ‘gorda’ de uma caminhonete que ele viu a vida mudar mais uma vez.

“Eu vendi a caminhonete para um fazendeiro, troquei em três mil sacos de milho. E foi assim que eu comecei a trabalhar com compra e venda de cereais. Comecei a trabalhar com isso e viajei 20 estados brasileiros, mais de cem mil quilômetros”, lembra.

Com o instinto viajante já instalado, ele decidiu comprar de volta a caminhonete e, com ela, ir até o Alasca. “Eu estava olhando o mapa no meu escritório e vi o Alasca lá na ponta do mapa, e falei: eu vou para o Alasca. É o lugar mais longe que dá pra chegar sem pegar avião, por estrada”, lembra.

Os planos logo deram errado quando Gabriel sofreu um acidente, e a caminhonete teve perda total. No entanto, ele não desistiu: tirou os vistos (americano e canadense) e decidiu viajar de carona.

Na primeira parte da viagem ele passou pelo Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Guiana Francesa, Suriname, Guiana Inglesa, Venezuela e Colômbia. Tudo de carona. Em 2019, no entanto, decidiu voltar ao Brasil para ir à formatura de seu irmão, em Minas Gerais. Neste meio tempo, voltou à casa do pai, em Brasnorte (Mato Grosso). pegou a bicicleta do pai e voltou a viajar, agora até a Venezuela, onde alguns problemas o fizeram voltar para casa.

“Antes de eu ter esses problemas na Venezuela, os meus pais me apoiavam muito, mas depois da Venezuela eles pararam de me apoiar, estavam me prendendo em casa”, lembra. De fevereiro a novembro, ele tentou juntar dinheiro para recomeçar a aventura, mesmo contra a vontade dos pais. Até que em novembro de 2019 saiu de casa escondido. Novamente, realizou sua trajetória: Porto Velho, Acre, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, México, Estados Unidos e Canadá.

Para acompanhar a aventura de Gabriel, siga seu INSTAGRAM.

12 comentários

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  • Klaus Soares
    12 Fev 2020 às 13:26

    O que mostra como existem parasitas no Brasil.

  • Marcelo
    12 Fev 2020 às 10:00

    Quem está criticando não tem meta de vida e sonhos para realizar. Quando é assim, os críticos invejosos devem ter viajado no máximo para alguma praia no Nordeste por meio de pacote de viagem da CVC comprado em 12x no cartão de crédito sem juros.

  • Paula Petra
    11 Fev 2020 às 20:53

    Outro parasita...

  • Hilda Tenuta
    11 Fev 2020 às 15:26

    Brasileiros não são chegados ao trabalho, mas esse aí é o cúmulo. Nossos impostos sustentam esse tipo.

  • Tomas
    11 Fev 2020 às 10:30

    Meu, o que tem de recalcado nesse mundo... a vida é feita de escolhas, voce escolhe a sua e cada um escolhe a dele, simples assim....preocupado que ele esta com a opinião desses recalcados da marilucy, juinense, arthur e assim vai...escolha o que te faz bem e não se importe com o que os outros achem...

  • Tomas
    11 Fev 2020 às 10:30

    Meu, o que tem de recalcado nesse mundo... a vida é feita de escolhas, voce escolhe a sua e cada um escolhe a dele, simples assim....preocupado que ele esta com a opinião desses recalcados da marilucy, juinense, arthur e assim vai...escolha o que te faz bem e não se importe com o que os outros achem...

  • Fabinho
    11 Fev 2020 às 10:11

    Deve ser daqueles q sobrevive dos papais , um puro playboizinho , e outra será q da china volta pra cá , por causa do vírus surtado lá kkkkk

  • Marilucy Ribeiro
    11 Fev 2020 às 08:00

    Enquanto trabalhamos, esse aí viaja a passeio. Se precisar de saúde, corre na UPA, sustentada pelo nosso imposto.

  • Juinense
    11 Fev 2020 às 07:58

    Na vida existem aqueles que carregam o piano (trabalham muito), aqueles que tocam o piano (trabalham pouco) e ainda tem esse tipo de camarada ai, que só quer ouvir a música (não trabalha).

  • Gabi Saraiva
    10 Fev 2020 às 18:35

    Ushuaia não é o fim do mundo. Cuiabá que é.

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