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Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

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A cura pela música: conheça a terapia que pode tratar de AVC a autismo e depressão

da Redação - Isabela Mercuri

21 Jan 2020 - 11:01

Foto: Olhar Conceito

A cura pela música: conheça a terapia que pode tratar de AVC a autismo e depressão
Passar por um tratamento sem perceber que está sendo tratado. Divertir-se nas sessões e, ao mesmo tempo, ter evolução na saúde. É isso o que a musicoterapia consegue proporcionar aos pacientes. Utilizada para tratar desde sequelas de um AVC até autismo, Alzheimer, depressão e ansiedade, a prática tem ganhado cada vez mais adeptos e, hoje, existe até mesmo uma pós-graduação específica em Cuiabá.

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Para ser musicoterapeuta, não é necessário ser graduado em psicologia. A cuiabana Mariana Neves Nunes, 25, no entanto, é. Formada pela Universidade de Cuiabá e pós-graduada pela Censupeg, ela descobriu nesta área a união do que ela já amava há anos – a música – com a profissão que escolheu.

“Eu sempre quis isso, mas não sabia que existia”, contou a terapeuta ao Olhar Conceito. Segundo Mariana, foi uma surpresa para ela quando descobriu o curso, há alguns anos. Hoje, ela atende em uma clínica no Jardim das Américas, e tem entre seu público, majoritariamente, crianças autistas – mas garante que o tratamento funciona em muitas outras condições.

Mas, afinal, o que é a musicoterapia?

Mariana responde: “É uma ciência, uma profissão, um processo terapêutico em que você usa a música como um meio para atingir determinados objetivos. Não é como uma aula de música, em que você tem o objetivo de ensinar o aluno a tocar violão, ou cantar, etc. Na musicoterapia a música não é o fim, e sim, o meio”.

Por meio de experiências musicais, explica Mariana, o paciente consegue melhorar de acordo com sua demanda. Para descobrir estes objetivos, é feito primeiro uma entrevista – com o paciente ou os pais – e as primeiras sessões também funcionam como diagnóstico.

Durante os primeiros momentos, a intenção é descobrir como a pessoa é, o que gosta de ouvir, qual sua identidade sonora, que tipo de instrumento gosta de tocar, se gosta de cantar, o que ouvia quando estava na barriga da mãe, o que ouvia quando era criança, se tem algum comportamento característico, se tem alguma repulsa a algum som específico, se incomoda-se com sons ou ruídos. Também é neste momento que são determinados os objetivos do tratamento.

Depois disso, o profissional traça um plano de tratamento, que pode utilizar diversas técnicas e abordagens. Em geral, pensando apenas na prática terapêutica, Mariana explica que são utilizadas, basicamente, quatro tipos de experiências musicais: escuta musical, improvisação, composição e recriação (de ‘re-criar’).

“Eu, como psicóloga, que conheço o lado emocional, psicológico, percebo que tem uma possibilidade infinita nessa área, de tratar depressão, ansiedade, timidez... é fantástico! Porque a música te permite desenvolver sem nem perceber, ou de uma maneira que você nunca acreditou que fosse possível. Mas também trata Alzheimer, porque ajuda na memória, dificuldades de aprendizagem, síndrome de down, AVC... a música funciona como um agente motivador”.

Para fazer um tratamento com musicoterapia não é necessário saber tocar nenhum instrumento, nem mesmo cantar. Nas sessões, podem ser utilizados instrumentos ou mesmo aparatos que produzam qualquer tipo de som. Além disso, as sessões podem ser individuais ou em grupo – dependendo do objetivo e do que o paciente preferir.

“A musicoterapia, apesar de parecer nova, já faz parte das práticas integrativas do SUS”, explica Mariana. Cada tratamento é individualizado. “Tem pessoas que se tratam desde crianças até adultos, porque tem questões que não tem cura, mas tem melhora. Por exemplo, o autismo... uma pessoa nunca vai deixar de ser autista, mas ela vai desenvolver a linguagem, a socialização, a comunicação... vai trabalhar as estereotipias, diminuí-las, então vai buscar vários objetivos. E cada fase do desenvolvimento tem questões especificas. É possível que uma pessoa continue durante anos, porque ela já alcançou um objetivo e quer alcançar outros. Mas tem outros aspectos que são mais pontuais”, finaliza a musicoterapeuta.

Conheça um caso de sucesso no tratamento:



Serviço

Musicoterapia - Mariana Neves Nunes
Espaço Arcturus
Endereço: Rua Bogotá, 402 - Jardim das Américas
Informações e agendamento: (65) 99259-2151

7 comentários

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  • Bárbara
    25 Jan 2020 às 00:53

    Meu filho, autista, que compõe um nicho pra todo tipo de terapia porque estamos sempre desesperados em busca de uma melhora na qualidade de vida deles, foi rechaçado numa peça de teatro mal acabada porque ficou avisando as pessoas que o Jesus de mentira não era um Jesus de verdade. Haviam profissionais da área, que usam o autismo como degrau, que além de não fazerem absolutamente NADA para defendê-lo, ainda se incomodaram com a minha "energia pesada" quando fui buscar explicação pelo ocorrido. Espero que os profissionais que se comprometam com autistas, estudem autismo e levem os seus conhecimentos para o dia a dia. Nunca me esqueci desse fato.

  • Paciência
    22 Jan 2020 às 10:20

    Povo não lê mesmo. Nas duas primeiras linhas já fala que ela é PSICÓLOGA formada.

  • MO
    21 Jan 2020 às 22:34

    ESTA JOVEM É GRADUADA EM QUAL CURSO ?

  • Aderbal Siqueira
    21 Jan 2020 às 22:29

    Cuidado na forma como faz publicidade de sua terapia. Teve influencer presa por propaganda parecida com essa.

  • XUXU
    21 Jan 2020 às 19:28

    ELA É FORMADA EM QUE ?

  • Carlos Eduardo
    21 Jan 2020 às 15:27

    Parabéns Mariana pelo belo trabalho. Que você siga nessa vida espalhando conforto e alegria.

  • Helena Santos
    21 Jan 2020 às 11:57

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