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Segunda-feira, 09 de dezembro de 2019

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Família faz ‘feijoada solidária’ para tratamento de garoto com epilepsia generalizada e autismo

da Redação - Isabela Mercuri

12 Nov 2019 - 17:46

Foto: Arquivo Pessoal

Vicente Meireles Gomes

Vicente Meireles Gomes

Diagnosticado há menos de um mês com epilepsia generalizada genética associada a um autismo leve, o mato-grossense Vicente Meireles Gomes, 7, precisa de ajuda para fazer um tratamento em São Paulo. Para conseguir custear a viagem, a família realiza, no próximo dia 23 de novembro, uma feijoada solidária. Os ingressos custam R$15 (pagamento antecipado), e os organizadores pedem, também, a doação de alimentos para realizá-la.

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Segundo Carolina Meireles, a mãe de Vicente, ele foi diagnosticado há três semanas, após passar por um psiquiatra. “O médico disse que ele provavelmente nasceu com a doença. E fazendo uma leitura da primeira infância, vimos que ele sempre teve espectro autista e convulsões”.

A epilepsia de Vicente é rara, e não tem convulsões visíveis. No entanto, logo após as crises ele fica muito nervoso e agressivo, e acaba tendo sequelas. “Ele teve lesões na fala e na visão. O médico explicou que, havendo a crise epilética, onde a corrente elétrica passa ela lesiona os neurônios, e eles não se regeneram”.

Carolina mora em Lucas do Rio Verde (335km de Cuiabá), e é artesã. Ela conta que tem dificuldade em encontrar especialistas em sua cidade. Em Cuiabá, também não conseguiu que seu filho fosse atendido por um neuropsiquiatra, pois não havia nenhum na emergência, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Tem um ano e meio que ele teve uma piora. Acordava com dor de cabeça e a gente achava que era alergia, ou por causa da visão”. Vicente foi levado ao oftalmologista, que passou óculos e disse que a dor passaria, o que não aconteceu.

“Nisso eu o vi regredindo, piorando, mas aqui é muito difícil, não tem nenhum neuropediatra. Tivemos dificuldade para fechar o diagnóstico correto e a medicação”, lamenta. Em Cuiabá, o garoto passou por um psiquiatra, que lhe de o diagnóstico de epilepsia e autismo.

Agora, a esperança de Carolina é levar o garoto para o Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde existe um centro especializado. “Nas duas últimas semanas ele não consegue ir à escola”, lamenta. “É uma doença difícil de acertar a medicação para parar as crises convulsivas, então ele tem que estar em acompanhamento constante. Eu quero levar para um lugar de referência para evitar mais perdas”.

Feijoada

Quem quiser doar alimentos para a feijoada, deve entrar em contato pelos telefones (65) 99686-4186 ou (65) 99918-8266.

A conta para depósito dos R$15 é:
     Banco do Brasil
     Agência 1216-5
     Conta 64079-4
     Laura Meireles de Jesus Ferreira
     CPF 033 773 311 23

Ao efetuar o pagamento, deve-se enviar o comprovante para o número (65) 99686-4186. Depois de enviado, a pessoa será adicionada a um grupo de Whatsapp que será utilizado como meio de comunicação. Quem comprar mais de cinco tickets e só puder pagar em dinheiro pode combinar com a organização um local para fazer a transação.

A feijoada deve ser retirada no endereço: Av. Gonçalo Antunes de Barros, 2036, Carumbé, Cuiabá. Quem quiser, também pode ajudar por meio da vaquinha virtual, clicando AQUI
 

4 comentários

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  • Kleber Venâncio
    13 Nov 2019 às 13:43

    Faz cara de coitadinho, pose de arminha, tira selfie e pede pra Bolsonaro.

  • Jonathan Tim
    13 Nov 2019 às 13:42

    Maconha Aderbal. jamais no nosso país. Somos católicos. SUS custeia autismo. Não precisa de campanha.

  • Aderbal Siqueira
    13 Nov 2019 às 03:47

    Muito provavelmente ele se beneficiaria com tratamento com canabidiol. Entretanto infelizmente o garoto mora num país retrógrado que vai levar ainda anos pra liberar tais medicamentos por pura burrice e desprezo de seus governantes.

  • Luiza Sauber
    12 Nov 2019 às 19:06

    Brasileiro só quer pedir. Experimentem trabalhar.

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