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Apaixonados por futebol, cuiabanos se aventuram pela primeira vez fora do Brasil por Copa do Mundo

Da Redação - Vinicius Mendes

27 Jun 2018 - 08:07

Foto: Reprodução

Apaixonados por futebol, cuiabanos se aventuram pela primeira vez fora do Brasil por Copa do Mundo
A Copa do Mundo da Rússia despertou a coragem de alguns cuiabanos para se aventurarem em um país distante pela paixão por futebol. Para alguns deles esta foi a primeira viagem para fora do Brasil que fizeram. Apesar das dificuldades com a língua, já que não são muitos russos que falam inglês, para eles a viagem está valendo a pena.
 


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O cuiabano Aécio Rodrigues é um dos que se aventura pela Rússia por causa da Copa do Mundo. Ele chegou ao país no último dia 21 e assistiu ao jogo as seleção brasileira. Aécio afirmou que esta paixão surgiu após a Copa do Mundo no Brasil em 2014.



“Esta é a primeira Copa fora do país que vou. Na do Brasil eu fui em uns três jogos. Devido à última copa decidi vir nesta. Pretendo não perder mais nenhuma, desde que as condições financeiras permitam”.

A cuiabana Marcela Absalla viajou para a Rússia junto com o irmão e com o pai, que sonhava em participar de uma Copa fora do Brasil. Ela chegou no país no último dia 20 e também assistiu ao jogo do Brasil. Esta é a primeira vez que viajam para fora do Brasil por uma Copa.

“É a minha primeira vez na Rússia também. Era um sonho antigo do meu pai ver uma copa do mundo fora do Brasil, desde meados de 2016 a já falavamos disso. A gente foi na final da Copa das Confederações no Rio de Janeiro há uns anos atrás, ele ama muito futebol, aí resolvemos vir dessa vez, até por ser um país tão diferente”.

Uma das dificuldades que encontraram, segundo ela, é com relação à língua. Porém, a cuiabana conta que os russos são gentis e não se importam em oferecer ajuda.

“Todas as pessoas, com as quais a gente conversou ou pediu informações foram muito solícitas, mesmo não sabendo falar muito bem inglês o pessoal se esforça pra ajudar, principalmente com mímica. O staff dos hotéis também não fala muito inglês, mas eles conseguem se comunicar, e entender, então está ótimo”.

Nestes seis dias que estão na Rússia, ela contou que a maior dificuldade que passou foi quando se perdeu em uma estação de metrô, enquanto carregavam malas.

“A gente ficou algo entre 40 minutos errando os metrôs, até que conseguimos falar com um segurança e ele nos mostrou o caminho certo. E tudo isso com mala na mão. Aí chegamos ao lugar certo e tinha que atravessar um cruzamento, mas nós não achávamos faixa de pedestre, atravessamos na fé e na coragem. Eis que hoje descobrimos que tinha uma passagem subterrânea. Foi exaustivo porque carregávamos malas e aqui não tem, eu pelo menos não vi muitas, rampas. Nos metrôs tem muitas escadas e era um sobe e desce com mala na mão”.

Com relação à comida, Marcela contou que não encontrou problemas e que tem gostado do que comeu, inclusive o strogonoff russo, que segundo ela, perde para o brasileiro.

“Não tive dificuldade com a comida, inclusive achei muito boa. A primeira coisa que eu fiz foi comer o strogonoff. É muito bom, porém prefiro o nosso. A smetana, que é um creme, é minha preferida até agora”.

A cuiabana ainda disse que, de forma geral, tem sido muito bem tratada quando os russos descobrem que ela veio do Brasil. A imagem que tem deles agora é diferente.

“Já conversei com um bocado de russos por aqui, eles conhecem a camisa do Brasil, e eles são bem amistosos. Da última vez que eu estava sem a camisa oficial do Brasil, um vendedor perguntou da onde eu era, falei Brasil e ele soltou um ‘obrigado’. Eles sabem os nomes dos jogadores. É completamente diferente da imagem carrancuda que algumas pessoas falam”.

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