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Artista cria cartografia imagética a partir de obra de Silva Freire e expõe na Galeria Lavapés

Da Redação - Isabela Mercuri

31 Ago 2016 - 11:07

Foto: Divulgação / SEC

Artista cria cartografia imagética a partir de obra de Silva Freire e expõe na Galeria Lavapés
As imagens ficcionais que surgem na mente ao ler a obra de Silva Freire formam a exposição “Cartografia Silvafreireana”, da artista Mari Gemma Fonteles de La Cruz, que entra em cartaz a partir da próxima sexta-feira (2), na Galeria de Artes Lava Pés, às 19h.

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“Vi que a obra dele possibilitava construir também uma cartografia no imaginário do leitor e acredito que também era essa a intenção por parte dele no momento ao estabelecer as relações afetivas e uma ambiência íntima daquela época, alguns locais, as pessoas, o movimento daquelas décadas de vida e toda a vivência social pode ser transposto para o momento atual”, explica a artista.

A exposição é itinerante e foi aprovada pelo edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). Assim, viaja pelas cidades do interior do estado depois que sair da capital, no dia 28 de setembro.

De acordo com a assessoria, o objetivo é aliar o passado ao contemporâneo da obra de Silva Freire. Mari Gemma explica que, quando lia, sua imaginação ‘voava’. Assim, criou cenas, fotografou-as, ou realizou intervenções para depois fotografar: “O trabalho era fotografar esses locais que eu encontrava e que acho que representam o que Freire via, mas do ponto de vista de documentação ficcional, onde realidade e ilusão se misturam por meio da imagem obtida a partir do reflexo em fragmentos de espelhos”, afirma.

Por fim, sua cartografia Silvafreireana foi criada a partir da leitura de poemas, artigos e trabalhos de mestrado e doutorado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A curadoria da exposição está a cargo dos produtores culturais Amanda Gama e William Gama, também proprietário do Mirante das Artes.

“Esta será uma oportunidade de mostrar e valorizar o patrimônio histórico e imaterial enquanto poesia, mas também trabalhar a questão da Educação Ambiental e dar visibilidade a este recorte à obra de Silva Freire”, reforça Mari Gemma.

A artista utiliza, também, neste trabalho, a temática do ‘minhocão’, animal mitológico que é a 'base' da mostra.

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