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Segunda-feira, 28 de setembro de 2020

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Isolda Risso fala sobre a necessidade de ser - ou se mostrar - feliz no carnaval

Autor: Isolda Risso

11 Fev 2016 - 09:10

Arquivo Pessoal

Nada melhor do que poder fazer o que se quer, gosta e desfrutar dos seus dias como bem entender. Foi o que fiz no último carnaval. Fiquei em casa me dividindo entre a cama, o sofá e a geladeira.

Filhos viajaram , amigos ligaram, mandaram mensagens, outros deram uma passadinha rápida por aqui, mas meus companheiros de folia foram os livros, os filmes, Maria Antônia (minha caçula de quatro patas) e meus pensamentos.

Obviamente que não me furtei em dar uma olhada nos desfiles das escolas de samba, nos blocos de rua, fotos no face, instagram.

Nessas espiadas, além de um colorido lindo e intenso que compõe o figurino carnavalesco, o que me chamou a atenção, foi a pouca naturalidade que observei em muitos rostos.

Não estou muito certa, mas no lugar da espontaneidade que se tem em um momento feliz, eu senti que havia mais uma necessidade de mostrar-se alegre e animado, do que estar sentindo mesmo aquela emoção.

Fiquei me perguntando se o jubilo de todas aquelas pessoas era real como aparentavam, ou se viam pressionadas a expressar contentamento como se o fato de ser carnaval as obrigasse a esse estado de espirito.

Eu não descarto a possibilidade de estar elucubrando, e com isto viajando na maionese, todavia, tenho constatado que há muita confusão por ai sobre o que é alegria.

A maioria das pessoas tem uma visão turva da alegria, pois a confunde com festas, divertimentos que provocam sensações intensas, risos exagerados ou seja, satisfações puramente emocionais.

Não há absolutamente nada de errado em ser jovial e desfrutar desses prazeres, viver a normalidade das sensações humanas é um processo natural, o que não é legal, é condicionar a alegria somente nestes momentos.

Johann W. von Goethe (estadista alemão, filósofo, dramaturgo, romancista, diplomata, poeta e romancista) deixou dito: “A alegria não esta nas coisas, esta em nós”.

Eu acredito, que podemos sim sentir um alegria intensa ao adquirir um bem material, passar em um concurso, concluir uma faculdade, viajar, casar, descasar, ir a uma festa, etc.

Porém, a alegria real não esta só nos fatos externos, ela é um trabalho interior que quase nunca depende de forças visíveis.

Sócrates proferia que: “A alegria da alma constitui os belos dias da vida, seja qual for a época”.

Seu pensamento me leva a pensar que o contentamento genuíno é independente do momento que estamos vivendo e que ninguém fica feliz por decreto, a alegria deveria ser algo a ser laborado no cotidiano.

É muito provável que esteja pensando: é muito fácil falar que é possível se alegrar em um momento de dificuldade.

Não, é muito desafiador mesmo... Mas factível com toda certeza, e sobre isto falaremos em outra oportunidade.

Um abraço!

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*Isolda Risso é Personal & Professional Coaching Executive, Xtreme Life Coaching, Neurociência no Processo de Coaching, Programação Neurolinguística (PNL) pedagoga por formação, cronista, retratista do cotidiano, empresária, Idealizadora do Café Com Afeto, mãe, aprendiz da vida, viajante no tempo, um Ser em permanente evolução. Uma de suas fontes prediletas é a Arte. Desde muito cedo Isolda busca nos livros e na Filosofia um meio de entender a si, como forma de poder sentir-se mais à vontade na própria pele. Ela acredita que o Ser humano traz amarras milenares nas células e só por meio do conhecimento, iniciando pelo autoconhecimento.

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