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Segunda-feira, 28 de setembro de 2020

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Crescer dói? Dor de crescimento existe e pode ser atenuada

Autor: Movimento Saúde Unimed Cuiabá

03 Fev 2016 - 14:34

da assessoria

Seu filho pequeno acorda no meio da noite chorando e reclamando de dores nas pernas? Não pense que é manha. Saiba que algumas dores fazem parte do processo de desenvolvimento infantil e seu filho pode ter a dor de crescimento, algo muito comum na infância.

A dor de crescimento é caracterizada por dores nas pernas, sem localização precisa e sem qualquer outro sintoma associado, que recebeu esse nome por se manifestar especialmente entre os 3 e 12 anos de idade. De acordo com o médico pediatra, cooperado da Unimed Cuiabá, Claudio Poletto Casarotto, a dor acomete cerca de 25% das crianças e quase sempre está relacionada a um aumento da prática de atividade física como fazer natação, andar de bicicleta e jogar futebol. “Talvez estas queixas sejam similares as que nós, adultos, tenhamos após exagerarmos em alguma atividade física”, explica.

Claudio Casarotto esclarece que durante o dia a criança brinca normalmente, corre, joga bola e durante a noite aparece uma dor inexplicável e repetitiva, que a criança não consegue nem mesmo atribuir localização exata e, no outro dia acorda sem dor. São essas características chamadas de dor do crescimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (Sbop), as causas do problema não são totalmente conhecidas e a atividade mais intensa pode relaciona-se com a dor.

“Há relatos de que a criança vai dormir bem e acorda chorando com dor, solicitando a presença dos pais que usam analgésicos ou massagens, o que acaba por aliviar a dor. A criança volta a dormir e acorda bem no dia seguinte, retomando suas atividades normais”, afirma Casarotto.

O médico pediatra explica que a dor pode ser provocada ao final do dia, depois de a criança ter corrido, pulado e praticado esportes. “Nesses casos, recomenda-se diminuição das atividades esportivas para diminuir a incidência de queixas”, informa.

Diagnóstico

Este é um diagnóstico iminentemente clínico. Casarotto explica que ouvir as queixas e examinar adequadamente a criança, excluindo a existência de outros agravos é o suficiente. “A realização de exames pode confundir mais do que ajudar, inclusive induzindo a diagnósticos errôneos como por exemplo, febre reumática. Portanto, uma anamnese bem conduzida e um exame físico correto são suficientes”, salienta.

Como aliviar os sintomas?

Durante as crises, deve-se basicamente, utilizar algum analgésico se a queixa é intensa, fazer compressas ou massagens suaves. Essas medidas aliviam as dores. Vale lembrar que a dor de crescimento não é uma doença, e sim uma condição que acomete as crianças e não traz qualquer consequência ou impacto para o crescimento da criança e não há um tratamento específico. “Estas queixas podem permanecer por um certo tempo e desaparecer espontaneamente sem sequelas e limitações”, frisa o médico pediatra.

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