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Quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Colunas

Câncer e neoplasias malignas

Autor: Marcelo Sandrin

03 Jun 2015 - 09:15

Quem já milita há mais de 40 anos na medicina, tem o prazer de estar acompanhando, como nós, a verdadeira revolução que rapidamente se implanta na assistência à diferentes doentes, portadores de patologias, antes desalentadoramente mortais. Em 35 anos, da sua descoberta até agora, a SIDA, Sindrome de Imuno Deficiência Adquirida, passou de uma "peste" sem causa definida e uniformemente fatal, "praga dos deuses", a uma doença com prevenção, fisiopatologia elucidada, com métodos de diagnóstico sensíveis e rápidos, além de tratamento eficaz, ainda não curativo, mas que garantem qualidade de vida e quantidade aos acometidos, transformando o espectro desta doença, de aguda, grave, fatal, em patologia, crônica, com exacerbações, intercorrências, e com muito melhor expectativa. Aguardamos ainda para esta década o advento de vacina eficaz e um viricida efetivo que finalmente previna e cure totalmente.

Com os tumores ditos "malignos" a situação se equivale, sendo que hoje o diagnóstico de uma neoplasia hematologica, as leucemias, linfomas, traz consigo segura probabilidade de cura. Os tumores sólidos ainda têm algumas localizações e linhagens celulares que resistem a conjunção, cirurgia, quimio, radioterapia, mas cedem a cada dia a potência das novas estratégias. Hoje também podemos comemorar o grande avanço na oncologia, tendo curas a comemorar, prevenção eficaz, e muitos dos casos de tumores, neoplasias já podem ser consideradas doenças crônicas. O futuro trará rapidamente mais respostas positivas ao tratamento e cura destas patologias, mas o que devemos fazer é prevenção ativa ter aderência aos serviços de saúde, pois em qualquer desta patologias o diagnóstico precoce é um dos mais importantes determinantes do prognóstico do paciente.

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