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'Terror ao som de música sacra' - críticia do articulista Fernando Martins

Fernando Martins - Especial para o Olhar Conceito

04 Mai 2013 - 15:34

Foto: Reprodução

'Terror ao som de música sacra' - críticia do articulista Fernando Martins
Conceitos de beleza estereotipados e forjados por programas de computador impulsionam a procura pelas cirurgias plásticas. Homens e mulheres querem as medidas certas para se considerar aparentáveis e atraentes. Em contraponto, nesse mundo da medicina estética também existe um lado obscuro. Se muitos se inspiram em modelos de carne e osso, há aqueles que preferem se assemelhar a personagens de desenhos e até animais. Para isso, fazem próteses em formas de chifres, se mutilam e passam por inúmeros procedimentos.

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É nesse universo “dark” da cirurgia plástica que o filme American Mary (2012) mostra até onde a busca pela beleza pode chegar. O longa conta a história de Mary Mason (Katharine Isabelle), uma estudante de medicina que está prestes a concluir o curso. Mas, a falta de dinheiro pode colocar tudo por água abaixo. Procurando uma solução, ela decide trabalhar em um clube de strip-tease com a condição de “apenas mostrar o corpo e nunca fazer programas”.

Já no local, a entrevista com dono do estabelecimento é interrompida por uma notícia nada agradável para o empresário. Um amigo tinha acabado de ser baleado e precisa de cuidados médicos. O impasse é que se fosse para o hospital, teria que explicar à polícia a razão dos ferimentos. É aí que começa o filme. Mary recebe a proposta de realizar uma cirurgia nos fundos da boate, com instrumentos arcaicos, por uma boa quantia de dinheiro. Ela aceita e a salva a vida do paciente.

O que ela não esperava é que a notícia se espalharia pelo mundo underground. Agora, Mary é procurada para procedimentos estéticos. A dançarina Breatress Johnson (Tristan Risk) oferece muitos dólares para que a universitária faça uma correção cutânea simples em sua amiga: remover os mamilos e toda genitália feminina para ela ficar com o aspecto de uma boneca Barbie mesmo quando estiver sem roupa. Breatress é uma personagem bem interessante, pois seu rosto é todo deformado para se parecer com a Betty Boop, famosa figura dos desenhos animados.

Daí, Mary se vê dentro de uma indústria rentável, porém perigosa. Ela começa a ter diversos clientes e atender os mais estranhos pedidos: mamilos em formato de coração, línguas bifurcadas, aplicação de chifres e até a amputação de braços. O filme também mostra muita violência. Ao quase ser estuprada por um professor, ela utiliza tudo o que aprendeu para uma vingança bem dolorosa. American Mary é uma película que mistura sensualidade, suspense em terror. O filme não estreou ainda no Brasil, mas os curiosos podem encontra-lo no http://scarytorrent.blogspot.com.br/. Direção: Jen Soska, Sylvia Soska Duração: 103 minutos

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