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"Somos Tão Jovens" retrata Renato Russo pré-legião urbana e o surgimento do rock em Brasília

Da Redação - Bruna Gomes

03 Mai 2013 - 17:25

Foto: Divulgação

Em cena de “Somos Tão Jovens”, os atores representam as bandas Aborto Elétrico e Plebe Rude

Em cena de “Somos Tão Jovens”, os atores representam as bandas Aborto Elétrico e Plebe Rude

Estreia hoje (03) nos três cinemas da capital a cinebiografia de um dos ícones do rock oitentista brasileiro. “Somos Tão Jovens” retrata o Renato Russo pré-legião urbana e sua transformação de jovem comum à referência musical brasileira. Dinho Ouro Preto, Fê Lemos, Hebert Vianna e Dado Villa-Lobos são alguns dos músicos retratados, no entanto, nenhum tem participação efetiva, apenas orbitando ao redor do protagonista. Além destes, há a personagem fictícia Aninha, vivida por Laila Zaid, que representa a figura feminina presente na vida dele, sejam as amigas e namoradas durante a adolescência.

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O longa aborda questões que influenciaram a formação política, musical e sexual do cantor. O jovem viveu sua adolescência durante a ditadura e na bagunça em que se constitui esse período de transição, Renato ao mesmo tempo estudava, descobria o punk-rock, criava uma banda, fazia shows, trabalhava, descobria sua sexualidade e em meio a tudo isso se divertia. O filme se restringe à adolescência e a fase Aborto Elétrico, encerrando quando o Legião Urbana marca seu primeiro show.

O título do filme foi uma exigência de Dona Carminha, a mãe de Renato. O nome dado anteriormente pelo diretor Antônio Carlos Fontoura era “Religião Urbana”, mas Carminha vetou veementemente: "Eu faço tudo o que você quiser pelo filme, porém, mude o título agora". O trocadilho “Religião Urbana” surgiu na época em que o Legião ainda estava na ativa, porém, Renato detestava o nome, se sentia comparado a um pregador.

Para viver o protagonista foi escalado o ator Thiago Mendonça, que de forma impressionante, transita sua semelhança física de Luciano à Renato Russo com igual credibilidade. Durante o processo de produção o ator ensaiou diariamente por três meses com Carlos Trilha, para poder interpretar as canções do filme. Carlos Trilha também é responsável pela parte musical de “Somos Tão Jovens” e produtor de dois discos solos de Renato, na trilha sonora estão inclusos os grandes sucessos da Legião Urbana, como “Eduardo e Mônica”, “Que País é Este” e “Ainda é Cedo”.

Aliás, um dos hits da Legião Urbana também virou filme e tem estreia prevista para 30 de maio e traz no elenco Isis Valverde como Maria Lúcia, Fabrício Boliveira como João de Santo Cristo e Felipe Abib como vilão e traficante Jeremias. O filme ainda conta com a última atuação do ator e diretor Marcos Paulo e na direção o estreante René Sampaio.

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Até a publicação da matéria, o Cinemark não havia divulgado a programação

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