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Segunda-feira, 27 de junho de 2022

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Exposição de Nilson Pimenta no MACP tem imaginação, ciência e malícia; mostra segue até o dia 27

Foto: Lidiane Barros - OC

Por entre os corredores das alas estão dispostas em totens, esculturas de massa epóxi sobre pedra rolada

Por entre os corredores das alas estão dispostas em totens, esculturas de massa epóxi sobre pedra rolada

O cotidiano do campo, seus personagens e tradições impressos nas telas cheias de detalhes do artista plástico Nilson Pimenta seguem em cartaz no Museu de Arte e Cultura Popular da Universidade Federal de Mato Grosso até o dia 27, em visitações de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

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Dezenas de telas em formatos variados, catálogos diversos de exposições de vários países do mundo das quais participou e uma sala de projeção preenchem o espaço da nova mostra de um dos artistas formado pelo Ateliê Livre da UFMT que hoje, dedica-se também ao ensino das artes plásticas no Centro Cultural desta universidade.

Titulada “A arte de Nilson Pimenta: imaginação, ciência e malícia”, revelam dezenas de universos que conseguem coexistir numa única tela. Além de uma infinidade de pessoas que se você parar para enumerar, ao certo vai perder a conta. Entre este mundo imaginado por ele que denuncia intimidades, o espectador também pode se lançar em um passeio pelo campo, ver a lida do homem com este lugar e ainda, se divertir com o olhar apurado e rico dos cenários das festas de santo.

“A maturidade fez dele um mestre da sabedoria dos detalhes, que além de minunciosos, assumem a saturação da tela com formas densas e cores que se aventuram por novas tonalidades”, aponta o curador da mostra, o crítico de arte José Serafim Bertoloto.

“Com sagacidade ele nos relata as intimidades ordinárias do sertão mato-grossense e lugarejos por onde passou antes de se radicar em Cuiabá em 1978”, conta. Segundo ele, Nilson Pimenta mostra o quanto sofisticado é o seu olhar ao aprisionar tantos elementos e elucidar tantos detalhes. “Ele traz na paleta o cotidiano dos habitantes rurais e indígenas que são representados plasticamente de forma clara e direta, sem rodeios nem rapapés”.

Por entre os corredores das alas também estão dispostas em totens, esculturas de massa epóxi sobre pedra rolada.

Como Serafim reitera, Nilson é um dos artistas locais com um dos currículos mais extensos de Mato Grosso e as inúmeras participações em Bienais e Salões de Arte no Brasil e as exposições no exterior conferem a ele um reconhecimento internacional pela crítica especializada.


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