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DIA MUNDIAL SEM TABACO

Doenças ligadas ao tabagismo matam 5 milhões de pessoas por ano segundo estimativa da OMS

Da Redação - Lidiane Barros

28 Mai 2013 - 15:49

Foto: Reprodução

Doenças ligadas ao tabagismo matam 5 milhões de pessoas por ano segundo estimativa da OMS
Cinco milhões de pessoas morrem, por ano, em decorrência de doenças ligadas ao hábito de fumar e caso o consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos não diminua, esse número deve aumentar para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030. O dia 31 de maio foi instituído o Dia Mundial Sem Tabaco como alerta de estatísticas alarmantes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), diariamente, 100 mil crianças tornem-se fumantes em todo o mundo e que 1,2 bilhão da população mundial adulta seja fumante. No Brasil, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, indica que 14,8% da população são fumantes, sendo que 18% são homens e 12% mulheres.

A cardiologista Marly Uellendahl, considera o tabaco o principal fator de risco, evitável, para as doenças cardiovasculares. “O fumo aumenta consideravelmente a chance de se ter um infarto do miocárdio, além de provocar inúmeras outras doenças, como o câncer”, explica a médica.

De acordo com a médica, os fumantes passivos não estão de fora das estatísticas alarmantes do tabagismo. Segundo a Vigitel, 11,8% dos brasileiros fumam passivamente no domicílio e 12,2% no trabalho. “Eles têm contato direto com 30 substâncias cancerígenas presentes na fumaça do cigarro.

Além disso, o risco de um fumante passivo desenvolver um infarto do miocárdio é 25% maior do que a população não fumante e 30% maior de ter câncer de pulmão, entre outras doenças”, destaca Marly. Ela acrescenta ainda que os programas de educação sobre os riscos do tabagismo e as medidas restritivas como a Lei Antifumo, aprovada em 2010, pode contribuir na redução do consumo de tabaco e evitar, também, os efeitos do fumo passivo.

Para isso, acredita que alguns mitos sobre o cigarro devem ser debatidos. “Na verdade, não há diferenças nos riscos à saúde entre as diferentes marcas de cigarro, nem entre os supostos cigarros com alto e baixo teor de nicotina, ou seja, não existem níveis seguros para o consumo de alcatrão, monóxido de carbono e nicotina”, esclarece.
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