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Paraíso em chapada

Chateu Camalote abre as portas e oferece rara combinação de conforto, contato com a natureza e cultura; Veja fotos

Da Redação - Isabela Mercuri

10 Mar 2015 - 17:47

Foto: Olhar Conceito

Chateu Camalote abre as portas e oferece rara combinação de conforto, contato com a natureza e cultura; Veja fotos
Poucos minutos de carro ou a pé separam a Praça Dom Wunibaldo, no coração de Chapada dos Guimarães, de um lugar que pode ser chamado de paraíso. Uma bela casa, de três andares, construída em volta de o tronco de uma árvore consegue aliar o conforto que a vida moderna pode proporcionar – com sauna, adega de vinho, acomodações confortáveis - e o ambiente bucólico da vida no campo. O ar puro invade os pulmões, o barulho de cachoeiras e o canto dos pássaros acariciam os ouvidos. Para qualquer parede que se olhe, é arte que se vê. Esse é o Chateu Camalote.

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A recepção está à altura da vista. Com champagne na mesa do quarto, minuciosamente arrumada e decorada com perfumadas pétalas de rosas. Café da tarde para quem chega antes do sol se pôr. Tudo para fazer os hóspedes se sentirem imersos no mundo de pequenos prazeres, com gosto de descanso e aroma de férias.

Depois da acomodação em uma das nove suítes do casarão, os hóspedes têm a opção de jantar em um dos diversos bistrôs da cidade de Chapada, que ficam a poucos metros do local. Mas como a tentação de não sair daquele ambiente é grande, um jantar também pode ser servido ali, apesar de não incluso no preço da diária. Bacalhau e macarrão estão no menu, acompanhados de um bom vinho.

Os quartos são grandes e todos possuem banheiros extensos. O cuidado pode ser visto nos detalhes, com pétalas de rosas nas camas e odorizadores de ambiente em todos os cômodos. Climatizados, os quartos podem ter uma só acama de casal  ou mais uma de solteiro, e os destaques são as suítes maiores e o quarto da noiva.

Tudo é enfeitado com papel de parede e quadros de artistas regionais, e até mesmo os sabonetes são feitos de forma artesanal. O objetivo da casa é ser especial e receber cada cliente de forma única, por isso, a qualidade é mais prezada do que a quantidade.

História


Lauristela Guimarães é jornalista e proprietária do Chateu Camalote. (Foto: Olhar Conceito)

A dona do Chateau Camalote é Lauristela Guimarães. Jornalista mato-grossense e proprietária da revista Camalote, a empresária sonhava em construir a casa para ser uma residência de férias para a família. No entanto, ela ficou muito grande quando foi preciso caminhar com o projeto para não derrubar uma árvore: “Eu caminhei com o projeto e caí num despenhadeiro, então eu tive que adaptar e em função disso eu ganhei mais um andar”, afirma a proprietária.

A casa, então, ficou com nove suítes. “Como ela é uma casa conceito as pessoas vem aqui e pedem pra trazer um amigo e outro para conhecer, pois tudo aqui tem uma história”, continua. Quem visitava achava que o lugar era muito bonito para ser exclusivo de uma família, e Lauristela acatou à ideia, mas só há cerca de dois anos, quando começou a amadurecer a ideia da pousada.

No final de 2014 a casa foi aberta ao público. Seus primeiros hóspedes foram os músicos que vieram para tocar no Reveillon da Bia, como Wilson Sideral. “Ele virou meu amigo e maior marqueteiro, quase toda semana tem post dele sobre mim nas redes sociais”, brinca Lauristela. Ela afirma que a procura vem aumentando, mas o objetivo não é ter muitas pessoas: “Eu quero ter condição de ter um atendimento VIP”, afirma.

Não são todas as ideias de Lauristela que já foram realizadas. Em um futuro próximo, todos os quartos serão equipados com banheiras vitorianas e ofurôs serão espalhados no meio da mata. No quintal, haverá também um ofurô quente, uma piscina rasa, uma piscina funda e uma sauna. Um dos ofurôs será feito em uma pia de batismo que Lauristela comprou, colocada em cima de uma raiz de árvore. A previsão é de que logo depois da época das chuvas a estrutura fique pronta. As atrações da casa, no entanto, não param por aí.

Opções

Lauristela quer que o Chateau seja um local onde os turistas possam ficar e encontrar opções para se divertir. Para isso, ela criou uma cozinha chamada ‘Cozinha dos meninos’, onde os hóspedes homens que alugarem para eventos poderão cozinhar enquanto as mulheres apenas assistem. “As pessoas que cozinham sempre reclamam porque ficam sozinhas enquanto os outros estão bebendo. Aqui na cozinha dos meninos o fogão fica próximo ao balcão e às mesas, para que todos fiquem juntos”, explica a dona.


(Foto: Olhar Conceito)

Além disso, uma adega está à disposição dos visitantes. A arquitetura da adega é uma história à parte: “Nós construímos a casa em cima de uma rocha de pedra canga, que é a pedra mais tradicional tanto de Chapada quanto de Cuiabá”, conta Lauristela, falando sobre a pedra que avermelhada que está nas paredes internas da adega.


(Foto: Olhar Conceito)

“O último andar tinha uma rocha de pedra, nós escavamos, retiramos a rocha e com a própria pedra que saiu da escavação nós fizemos a adega em forma de abóbora”, explica. Dentro do local, ainda, há uma pirâmide de Ametista (em português, ‘não bêbado’). Às sextas e sábados, ali também vai funcionar um pub.

A ideia é que os atrativos da viagem estejam dentro da pousada. Com cozinha, pub, adega, piscinas aquecidas, ofurôs, saunas, além de uma trilha de 600m de extensão para caminhada e bicicletas disponíveis, os turistas terão tudo o que precisam dentro do Chateau.

“A gente quer fazer aqui um espaço de meditação, um espaço de massagem, de terapias holísticas. O local é muito legal também para eventos corporativos, casamentos e lua de mel”, comenta Lauristela, que considera o Chateau uma casa muito romântica.

O quarto da noiva, grande atrativo da pousada, possui uma sacada de 60 m², e juntando o quarto e a sacada, são 200 m². O mezanino do terceiro andar, que tem 98 m², também é privativo da noiva. O quarto possui sauna e ofurô exclusivos.

Sustentabilidade


(Foto: Olhar Conceito)

Preocupada com sustentabilidade em tudo o que faz na vida, Lauristela não deixou o tema de lado na construção da casa. Feita com sobras de postes de aroeira da Cemat, o Chateau Camalote foi construído em frente a um Jatobá muito antigo, e até chegou a mudar de lugar para mantê-lo ali.

“Por força de uma legislação mato-grossense, a antiga energiza foi obrigada a substituir todos os postes de madeira por postes de concreto”, conta a proprietária, que conseguiu comprar essa madeira num leilão para fazer a pousada: “É aroeira, madeira muito rara e resistente, que estava sendo descartada”, explica.

Pra colocar o vidro, ao invés de esquadrias convencionais de alumínio ela utilizou as cruzetas que passam em cima do fio dos postes de energia, também descartadas depois da lei.

Na pousada existe tecnologia de captação de energia solar, captação de água da chuva e reuso de todas as águas (pias, vasos sanitários, chuveiros) e praticamente todos os móveis são reaproveitados.

As namoradeiras que fazem parte da decoração, por exemplo, são feitas com cabeceiras de camas antigas. As cadeiras foram reformadas com móveis de pregão, de demolição e de casas de famílias cuiabanas.

Pelo quintal, pedaços de madeira pendurados servem banquetes aos passarinhos que visitam todas as manhãs, e até mesmo a iluminação externa é reduzida para não espantar a fauna noturna.

Fomento à cultura local

Além dos móveis, o que impressiona é o número de obras de arte espalhadas pela casa. Existem espaços dedicados a artistas específicos e trabalhos de muitos outros. “Temos o espaço Adir Sodré, que na verdade está quase na casa inteira; o Espaço do Victor Hugo que é o jardim de inverno, João Sebastião com onças e máscaras, obras de Sebastião Mendes, Lara Matana, Roberto Almeida”, numera a proprietária.

Para explicar o apreço pela cultura, ela afirma que em tudo o que sua editora (Primeira Página) está envolvida, ela procura fomentar a cultura local. “Faço essa inserção porque quando tem uma obra de arte aqui, a gente divulga esse trabalho, esse artista”, comenta.

Além disso, 90% do material de construção foram comprado em Chapada dos Guimarães, para movimentar a economia local, e também de algumas comunidades isoladas. “O primeiro tilojo foi comprado em uma comunidade de índios xiquitanos em Caramujo, divisa do Brasil com a Bolívia. O tijolão maciço é de uma comunidade quilombola em Poconé, no baixo pantanal, e o tijolo avermelhado é da região do Peba, de comunidades alternativas”, especifica Lauristela.

Logística

A ideia de Lauristela é alugar os quartos ou os andares. Por ser uma pousada, ela não aluga o espaço inteiro e deixa para os hóspedes. Pelo contrário, existe sempre acompanhamento da equipe. “Os lençóis todos tem no mínimo 300 fios, a lavagem e higienização das roupas é feita em Cuiabá, num setor exclusivo de atendimento a pousadas”, conta.

A pousada abriga até 33 pessoas nas nove suítes. O café da manhã é incluso e feito especificamente para cada hóspede, podendo ser servido dentro do quarto. “Quando você chega eu já perguntro a opção de prato que você quer, o que você não quer no café, para ser essa coisa bem pessoal mesmo”.


(Foto: Olhar Conceito)

A diária começa às 17h e vai até as 17h do dia seguinte. Atualmente, os preços promocionais estão em R$325 a diária de segunda a quinta, mas podem ser combinados com a agência. Mais informações e reservas podem ser feitas pelo telefone (65)9971-1841 (whatspp). Na alta temporada, recomenda-se a reserva com cerca de 20 dias de antecedência.

Acesse também o INSTAGRAM da pousada. 

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