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Livro Scarlet e o Branco é adaptado para dança contemporânea; apresentação no SESC Arsenal

Da Redação - Marianna Marimon

24 Out 2013 - 11:07

Livro Scarlet e o Branco é adaptado para dança contemporânea; apresentação no SESC Arsenal
Nesta sexta-feira (25), no SESC Arsenal às 20h, será realizado o espetáculo de dança contemporânea “Scarlet e o Branco”, cuja classificação etária é de 14 anos. O espetáculo é baseado no livro da escritora cuiabana, Eliete Borges. O processo para criar o livro demorou cerca de 10 anos, e a expectativa do espetáculo é estabelecer um diálogo entre a literatura e a dança, para criar o que Deleuza chama de bricoler, espaço para o acoplamento, para a produção do radicalmente novo.

O argumento cênico da peça foi desenvolvido pela coreógrafa Mariana Prates, que baseia-se em uma livre inspiração sobre o texto Scarlet e o Branco, e também, nas vivências com a autora Eliete.

Lançado em agosto de 2012 pela editora do Rio de Janeiro, Multifoco, a autora classifica Scarlet como uma persona de uma época muito específica de sua escrita. “Ela sintetiza toda angústia de uma personagem que se sente atada aos seus estados emocionais e físicos, pois o branco representa tanto uma geografia quanto a tranquilidade transbordante do silêncio em meio a misturas de sensações pelas quais passa”, explica Eliete.

Para a autora, não há uma monotonia, apesar da constância da paisagem que sugere descaminhos, e isto se torna agonia por se tratar também da não mudança dos cenários ao qual a personagem está submetida. “Por isso, suas noções psicológicas e físicas estão em constantes desequilíbrios. Diria que Scarlet é um autorretrato, que é basicamente autobiográfico”, salientou.

No livro, a autora procura responder a uma questão: “é possível, ainda, falar de si?”, indaga. E com isto, sintetiza que sua obra “é a expressão de uma dor não-dita e maldita, a angústia de falar de si em um tempo que o que mais se tem é um falar de si que esconde tudo e se transmuta em aparência, e esta aparência se quer verdade. Porque é o que há, aparência”, observou.

Sobre a relação com a literatura, a escritora explica que é “vida, expressão de angústia e força, conflito mesmo”. Mestre em educação, Eliete se considera uma educadora/poeta ou uma poeta/educadora. “E agora chega, pois falar de si mesmo esgota o ser que está sempre em devir, fazendo-se, transmutando-se, desmaterializando-se em conflito, assim como a literatura”, sentenciou.

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