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Sexta-feira, 10 de abril de 2026

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até maio

Paty Wolff homenageia Sueli Carneiro em exposição na Biblioteca Mário de Andrade em SP

Paty Wolff homenageia Sueli Carneiro em exposição na Biblioteca Mário de Andrade em SP
A Biblioteca Mário de Andrade recebe, a partir desta terça-feira (10), a exposição “Sueli Carneiro”, da artista visual Paty Wolff. A obra será apresentada em grande formato no saguão da biblioteca e integra o programa de exposições da instituição. A mostra segue aberta ao público até 11 de maio, com entrada gratuita.


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A exposição presta homenagem à filósofa e ativista Sueli Carneiro, uma das principais referências do pensamento antirracista no Brasil e fundadora do Geledés - Instituto da Mulher Negra. Reconhecida por sua atuação intelectual e política, Sueli Carneiro se tornou uma das vozes mais influentes nas discussões sobre racismo estrutural, feminismo negro e políticas de igualdade racial no país.

A obra apresentada por Paty Wolff ocupa um dos painéis expositivos do saguão da biblioteca e propõe um diálogo entre artes visuais, literatura e geografia. A artista desenvolve uma produção que investiga a ideia de “corpos-território”, abordando relações étnico-raciais, memórias e processos de diáspora a partir de uma perspectiva contra-colonial.

Com trabalhos que transitam entre pintura, cartografia artística e pesquisa visual, Paty Wolff constrói obras que conectam paisagem, identidade e história. 

Localizada no centro de São Paulo, a Biblioteca Mário de Andrade é considerada uma das mais importantes instituições culturais do país e frequentemente recebe exposições, debates e atividades voltadas à literatura e às artes.

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h.

Paty Wolff 

A artista visual Paty Wolff é uma multiartista brasileira nascida Cacoal (RO), que atualmente vive e trabalha em Cuiabá. Sua produção transita por diferentes linguagens, como pintura, desenho, muralismo, cerâmica, escultura, ilustração e escrita, combinando artes visuais e literatura em um trabalho de caráter interdisciplinar.

Desde 2016, Paty participa de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Entre os destaques estão mostras como “Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira”, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil em diferentes capitais, e “Funk: um grito de ousadia e liberdade”, no Museu de Arte do Rio.

Além das artes visuais, ela também atua na literatura. Em 2022, foi indicada ao Prêmio Jabuti na categoria Conto pelo livro Como pássaros no céu de Aruanda, obra que combina narrativa e ilustração e aborda questões ligadas à liberdade e à experiência da população negra.

A artista integra ainda coletivos culturais em Mato Grosso, como o Ceramistas do Mato e o Maria Taquara – Mulherio das Letras, e tem participado de projetos e exposições em diversas cidades brasileiras, ampliando o diálogo entre a produção artística do Centro-Oeste e outros circuitos culturais do país. 
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