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Segunda-feira, 13 de abril de 2026

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Armadilhas fotográficas instaladas em Chapada dos Guimarães fazem registros raros de gavião e onça-parda

Armadilhas fotográficas instaladas em Chapada dos Guimarães fazem registros raros de gavião e onça-parda
As primeiras imagens registradas por armadilhas fotográficas instaladas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no início deste mês, revelaram parte da vida selvagem presente na unidade de conservação localizada a 64 km de Cuiabá. Os registros foram divulgados pelo Instituto Impacto em alusão ao Dia Mundial da Vida Selvagem e marcam a fase inicial de um projeto que pretende mapear a presença de onças-pintadas na região.


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As imagens foram registradas durante o período piloto, iniciado no final do ano passado e fizeram registros considerados raros, como o de um gavião-de-penacho. As imagens fazem parte de um teste que antecede um monitoramento mais amplo da fauna local.

O projeto é coordenado pelo veterinário e conservacionista Paul Raad, responsável pelo Instituto Impacto. Segundo ele, a próxima etapa será a instalação de 80 armadilhas fotográficas no parque, formando o maior grid de câmeras já implementado na área.

O objetivo é catalogar as onça-pintada que vivem na Chapada e que ainda não foram monitoradas oficialmente, mesmo após mais de três décadas da criação do parque.

“Esse parque fica a simplesmente 50 minutos da capital e todo mundo fala que tem onças-pintadas aqui que nunca foram monitoradas, desde a criação do parque, em 1989. Então vamos começar a instalar as câmeras e fazer um monitoramento durante três anos”, explica o Instituto Impacto.

Entre as metas do projeto está também a tentativa de registrar um animal que ganhou fama entre moradores e guias da região: a chamada onça-preta da Chapada, considerada por muitos como um “fantasma”. Embora haja relatos de avistamentos, nunca houve comprovação fotográfica do felino.

“O que mais queremos descobrir é o fantasma da Chapada que habita aqui. Todo mundo fala que tem uma onça preta. Por que um fantasma? Porque todo mundo fala que está aqui, mas ninguém conseguiu registrar”.

O monitoramento será realizado em parceria com o ICMBio, o WWF-Brasil, o CENAP e o Instituto Pró-Carnívoros. A iniciativa busca ampliar o conhecimento científico sobre a fauna do Cerrado, considerado a savana mais biodiversa do planeta e habitat de mais de 1.500 espécies de vertebrados.
 
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