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Sexta-feira, 10 de abril de 2026

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'coxinha de mãe'

Coxinha de farofa de banana e outros sabores vegetarianos viram sucesso no cardápio de cuiabana

Coxinha de farofa de banana e outros sabores vegetarianos viram sucesso no cardápio de cuiabana
A cozinha sempre foi um espaço afetivo para Aidee Maria de Souza, 46 anos, nascida em Cáceres e moradora de Cuiabá desde 1994. Foi dali que surgiu a “Coxinha de Mãe”, negócio que começou de forma caseira e hoje garante renda extra à família, conciliado com os plantões de Aidee no setor de farmácia de um hospital da capital. O diferencial está na escolha da massa de mandioca, usada em todas as receitas, e em um cardápio que inclui opções veganas e vegetarianas, com sabores pouco comuns como farofa de banana, couve, abobrinha e carne de soja.


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Ao Olhar Conceito, ela conta que sempre gostou de cozinhar e começou ainda criança, por ser a mais velha de seis irmãos. Casou cedo e manteve a rotina na cozinha ao longo da vida. A ideia de transformar a coxinha em produto veio em 2019, incentivada pelos filhos, Silvano e Juliana, pouco antes da pandemia.

“Meus filhos sempre pediam para eu fazer coxinha em casa. Como eles recebiam muitos amigos em casa, pediam para fazer também, os amigos gostavam, pediam para levar. Meus filhos tiveram a ideia de vender as coxinhas e criaram o nome Coxinha de Mãe”.  

Naquele período, com a instabilidade no trabalho formal e o isolamento social, a produção passou a ganhar ritmo, inicialmente com entregas feitas pelo filho mais velho e divulgação pelas redes sociais, enquanto Aidee se dedicava apenas à produção. “Naquela época dispensaram todo mundo. Passei a trabalhar num hotel de recepcionista, né? Então, eu falei, e agora? O que a gente vai fazer?"

A coxinha, feita exclusivamente com massa de mandioca fresca, exige um processo mais delicado do que as receitas tradicionais com trigo. Por isso, a produção é constante e o recheio é preparado com frequência.

Além das unidades fritas, o negócio passou a investir nas versões congeladas, que podem ser preparadas na air fryer, atendendo a um público que busca praticidade e evita frituras. A aceitação levou à expansão para fornecimento em cantinas e revendas, além de pedidos em grande quantidade.

O cardápio vegano surgiu da convivência dos filhos com amigos vegetarianos e veganos. A partir dessa demanda, Aidee começou a testar combinações sem ingredientes de origem animal, mantendo cuidado com a separação dos processos.

Entre os sabores que mais saem estão os recheios com legumes e a versão cuiabana, que leva carne seca, banana e queijo. Mais recentemente, ela também passou a produzir enroladinho de salsicha com massa de mandioca, alternativa às versões tradicionais feitas com trigo.

O empreendedorismo atravessa gerações na família. Juliana, filha de Aide, também empreendeu desde jovem e hoje mantém o "Encontrei Lá Brechó", em Cuiabá, iniciativa que começou ainda na adolescência, durante a gravidez do primeiro filho. 

Mãe e filha seguiram caminhos parecidos, conciliando trabalho, maternidade e negócios próprios. Aide relembra que incentivou a filha a não abandonar os estudos e a buscar autonomia financeira, postura que hoje reconhece como parte do aprendizado mútuo dentro de casa.

“Eu já tinha feito o enroladinho para vender no passado, quando ela [a filha] estava grávida. Ela continuava estudando e levava para vender, porque lá as crianças gostavam. Ela levava 50 e vendia tudo, voltava vazio". 

Mesmo com a rotina intensa, Aide mantém a produção ativa todos os dias, ajustando os horários entre os plantões hospitalares e as encomendas. O apoio da família segue sendo fundamental, seja na compra de insumos, na divulgação online ou na logística.  

“Estou sempre produzindo nas horas de folga, todo dia estou trabalhando, mas tenho bastante apoio, meu parido vai fazer as compras, a Juliana me ajuda, ligo para o Júnior quando preciso resolver algo com o Instagram. Meus filhos cresceram me vendo trabalhar muito”.
 
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