O Santuário dos Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, comunicou a morte da elefanta africana Kenya, de 44 anos. Kenya chegou ao local em julho deste ano. Ela viveu a maior poarte dos 44 anos em um zoológico de Mendonza, na Argentina, para onde foi levada quando tinha apenas quatro anos. Ela apresentou alterações respiratórias e agravamento de problemas articulares que foram consequência da vida em cativeiro.
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"Sabemos que vocês caminharam cuidadosamente ao lado dela enquanto enfrentava desafios nos últimos dias, e toda essa energia esteve presente, envolvendo Kenya durante esse período tão difícil. É raro que um elefante seja cercada por tanto amor, vindo de tantas partes do mundo. Assim como nós lamentamos e começamos a lidar com tudo o que precisa ser feito em momentos devastadores como este, sentimos o espírito dela ao nosso redor", escreveu o SEB.
Kenya deu os primeiros sinais de um problema de saúde no sábado (13). De acordo com o SEB, as tratadoras perceberam, há alguns dias, que a respiração de Kenya estava diferente. Como elefantes tendem a mascarar sinais de doença, a equipe iniciou imediatamente a aplicação de antibióticos.
No dia seguinte, o quadro aparentou melhora, com aumento de energia, respiração mais estável e boa aceitação de alimento. No entanto, na manhã seguinte, a elefanta voltou a apresentar sinais de piora, o que levou as tratadoras a permanecerem mais tempo ao lado dela.
O santuário informou que já iria comunicar um problema articular identificado no início da semana, quando Kenya passou a apresentar um estalido na pata dianteira direita, que evoluiu para um estalo mais intenso. Segundo o SEB, esse tipo de condição já foi observado em elefantes africanos em cativeiro e é considerado difícil de manejar.
"Ainda conseguimos imaginá-la fazendo seus pequenos “passos de dança” e emitindo seus sons engraçados, sendo o espírito grande e belo que nos inspirou a chamá-la de “nossa dragão”. Há um vazio imenso no santuário — talvez um dos maiores que já sentimos. Kenya tocou milhares de corações simplesmente sendo quem era. Lembramos de seus primeiros dias e de como parecia maior do que o espaço físico ao seu redor; sua personalidade era imensa, maior do que a própria vida. Ela reunia tantas coisas ao mesmo tempo: curiosidade infantil, insegurança, alegria, amor e uma profunda paixão por explorar", lamentou o santuário.