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Segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026

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Elefanta africana de 44 anos morre cinco meses após chegar em santuário de Chapada dos Guimarães

Elefanta africana de 44 anos morre cinco meses após chegar em santuário de Chapada dos Guimarães
O Santuário dos Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, comunicou a morte da elefanta africana Kenya, de 44 anos. Kenya chegou ao local em julho deste ano. Ela viveu a maior poarte dos 44 anos em um zoológico de Mendonza, na Argentina, para onde foi levada quando tinha apenas quatro anos. Ela apresentou alterações respiratórias e agravamento de problemas articulares que foram consequência da vida em cativeiro. 


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"Sabemos que vocês caminharam cuidadosamente ao lado dela enquanto enfrentava desafios nos últimos dias, e toda essa energia esteve presente, envolvendo Kenya durante esse período tão difícil. É raro que um elefante seja cercada por tanto amor, vindo de tantas partes do mundo. Assim como nós lamentamos e começamos a lidar com tudo o que precisa ser feito em momentos devastadores como este, sentimos o espírito dela ao nosso redor", escreveu o SEB. 

Kenya deu os primeiros sinais de um problema de saúde no sábado (13). De acordo com o SEB, as tratadoras perceberam, há alguns dias, que a respiração de Kenya estava diferente. Como elefantes tendem a mascarar sinais de doença, a equipe iniciou imediatamente a aplicação de antibióticos.

No dia seguinte, o quadro aparentou melhora, com aumento de energia, respiração mais estável e boa aceitação de alimento. No entanto, na manhã seguinte, a elefanta voltou a apresentar sinais de piora, o que levou as tratadoras a permanecerem mais tempo ao lado dela.

O santuário informou que já iria comunicar um problema articular identificado no início da semana, quando Kenya passou a apresentar um estalido na pata dianteira direita, que evoluiu para um estalo mais intenso. Segundo o SEB, esse tipo de condição já foi observado em elefantes africanos em cativeiro e é considerado difícil de manejar. 

"Ainda conseguimos imaginá-la fazendo seus pequenos “passos de dança” e emitindo seus sons engraçados, sendo o espírito grande e belo que nos inspirou a chamá-la de “nossa dragão”. Há um vazio imenso no santuário — talvez um dos maiores que já sentimos. Kenya tocou milhares de corações simplesmente sendo quem era. Lembramos de seus primeiros dias e de como parecia maior do que o espaço físico ao seu redor; sua personalidade era imensa, maior do que a própria vida. Ela reunia tantas coisas ao mesmo tempo: curiosidade infantil, insegurança, alegria, amor e uma profunda paixão por explorar", lamentou o santuário. 
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