A cuiabana Bella Campos, no ar como a vilã Maria de Fátima no remake de "Vale Tudo", usou a realidade dos personagens da novela para defender a taxação das grandes fortunas no Brasil. Na publicação, personagem Raquel, interpretada por Taís Araújo, que é microempresária na ficção, pagaria, por exemplo, 7,5%, enquanto a bilionária Odete Roitman, arcaria com apenas 2%.
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Bella Campos repostou uma publicação da atriz Debora Bloch, onde ela afirma que "só na ficção vale tudo". "Porque para vencer na vida meu amor… Vale a pena ter conhecimento e consciência de classe!", defendeu a cuiabana.
O carrossel de imagens dos personagens de Vale Tudo ainda tem um vídeo do diretor Walter Salles, de "Ainda Estou Aqui", em que ele defende a taxação das grandes fortunas e a tributação progressiva no Imposto de Renda durante a cerimônia do prêmio Faz Diferença 2024, promovido pelo jornal O Globo.
O patrimônio líquido estimado de Walter Salles gira em torno de US$ 4,5 bilhões, conforme avaliação recente da Forbes. Ele é reconhecido como o terceiro cineasta mais rico do mundo, ficando atrás apenas de Steven Spielberg e George Lucas.
A maior parte dessa fortuna não vem dos filmes, mas de participações acionárias na Itaú Unibanco (constituído da fusão do Unibanco, originalmente fundado por seu avô) e na CBMM, empresa líder mundial na produção de nióbio
"Temos a chance de construir um país mais justo e igualitário, corrigindo as distorções de um sistema que, como a gente sabe, cobra mais de quem tem menos", afirmou o diretor. "Quero deixar todo o meu apoio à tributação progressiva, à taxação das grandes fortunas e à democracia com justiça tributária."