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Quarta-feira, 22 de abril de 2026

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com letrista cuiabano

Rogê Alem explora o místico e o existencial em Chapada dos Guimarães com 'Para Todo Mundo Ouvir'

Foto: Reprodução

Rogê Alem explora o místico e o existencial em Chapada dos Guimarães com 'Para Todo Mundo Ouvir'
Em dezembro do ano passado, o músico Rogê Alem lançou o álbum "Para Todo Mundo Ouvir", trabalho que mescla questões existenciais, espiritualidade e uma diversidade de estilos musicais. O projeto é fruto de uma parceria com o letrista cuiabano Jobenildo Mota, um engenheiro e escritor, até então desconhecido, mas que guardava consigo um extenso acervo de textos e contos. O encontro entre os dois artistas deu origem a um álbum que desafia tendências e busca provocar reflexões sobre a humanidade e sua conexão com outras dimensões da existência. 


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A colaboração teve início após a pandemia, quando Rogê Alem voltou a Mato Grosso e passou a residir em Chapada dos Guimarães (a 64 km de Cuiabá), região conhecida por sua forte energia mística e paisagens inspiradoras. Ao Olhar Conceito, o músico conta que Jobenildo, apesar de não ter experiência musical, sempre teve o desejo de ver suas letras interpretadas.

Após uma indicação, procurou Rogê para transformar um de seus contos em música. O primeiro resultado foi "Vivida", canção que marcou o início de uma parceria duradoura.

“Esse trabalho também tem uma energia muito legal por conta do Jobenildo estar realizando um sonho na melhor idade, ter um privilégio de poder ver um trabalho com as letras dele. Vejo como um grande presente que eu e toda a equipe oferecemos para o Jobenildo. É um presente dele para nós também, claro, para toda a equipe”

Ao longo de quatro anos de produção, Rogê se aprofundou na obra de Jobenildo e percebeu uma conexão entre suas próprias inquietações e a sabedoria presente nos textos do parceiro. O álbum traz temas que exploram desde a condição humana até o contato com outras formas de vida e os limites entre a realidade e o transcendental. Para ele, o projeto reflete um olhar filosófico sobre a existência e a ilusão da realidade, levando o ouvinte a momentos de introspecção e reflexão.



“Desde o começo decidimos que a mensagem seria priorizada, a mensagem das letras do álbum, por isso é o primeiro trabalho que eu atuo, que interpreto um personagem, que é o viajante do tempo. Ele é quem conduz esse álbum imersivo, escutando você consegue entender que existe um storytelling”.

Musicalmente, Para Todo Mundo Ouvir transita entre MPB, blues, samba rock e elementos eletrônicos. As influências passam por nomes como Lenine, Caetano Veloso e Otto, compondo uma sonoridade ampla e experimental. A recepção do público tem sido marcada por relatos de forte envolvimento emocional e sensações de transcendência durante a audição, conta Rogê. 

"É um álbum super filosófico, temos essas temáticas de contatos com vidas extraterrenas, as indagações do que somos, de onde viemos e para onde vamos, o peso da dor da terceira matéria. A gente preso na matrix, sofremos com essas coisas do mundo e da carne. Temos também canções que motivam esse questionamento e essa transcendência, essa expansão de consciência, ele é ácido". 

Outro diferencial do projeto é a construção de uma narrativa imersiva, conduzida por um personagem: o Viajante do Tempo. Interpretado por Rogê Alem, ele simboliza a travessia entre diferentes dimensões e questiona os limites da existência. O personagem surge com uma balaclava adornada por símbolos religiosos e esotéricos, provocando reflexões sobre crenças e realidades alternativas.

"O viajante do tempo é uma persona mascarada, com uma balaclava e sempre tem um apelo de construção de semiótica, o primeiro figurino que estamos utilizando tem vários pingentes de olho grego e cruz, por exemplo, tudo que você possa imaginar de símbolos que a gente tem nessa questão das crenças. Ele provoca a gente a pensar também nessa questão visual". 

Com um trabalho que desafia padrões e propõe reflexões profundas, Rogê Alem e Jobenildo Mota buscam levar Para Todo Mundo Ouvir ao maior número de pessoas possível. O álbum segue como um convite à expansão de consciência e à exploração de novas perspectivas sobre a vida e o universo, reforça o músico. 
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