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Sexta-feira, 21 de junho de 2024

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Primeira trans de MT a adotar fala sobre processo: 'como falar não para uma criança de oito meses?'

Foto: Reprodução

Primeira trans de MT a adotar fala sobre processo: 'como falar não para uma criança de oito meses?'
A ativista cacerense e transexual Josy Thayllor Silva Santos, falou sobre a a experiência de ter se tornado a primeira mãe trans a adotar em Mato Grosso. Há seis anos ela conheceu Gael, que chegou para ela e o marido com oito meses de vida, em Várzea Grande. 


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Josy, que atualmente é presidente da Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso (Astra-MT), falou sobre o processo de adoção no podcast Pod Printar. Ela definiu a chegada de Gael como um presente que pousou de paraquedas. 

"Eu não entrei numa fila de adoção, eu não esperava, até porque eu não me sentia preparada para ser mãe. Mas eu já conhecia como cuidar de uma criança porque eu já acompanhei minhas irmãs no período de gestação. Mas eu não tinha aquele papel de levar ao médico, ao pediatra, a minha função não era essa, mas, tive esse conhecimento com elas"

'O Gael chega pra mim assim do nada, do tipo 'você aceita um presente?', como se fosse assim. E eu do nada, olho pro meu companheiro e falo: E aí, como é que fala 'não' para uma criança de oito meses de vida?', continua. 

A mãe biológica de Gael decidiu entregar o menino para Josy e o marido, pois, com 13 anos, não se sentia em condições de criar uma criança. A ativista explicou que mantém uma relação saudável com os genitores do filho e que, depois da entrega, procurou a Defensoria Pública de Mato Grosso, onde foi orientada a seguir o rito processual para conseguir a guarda de Gael. 

Josy, Gael e sua família estarão presentes na 1ª Marcha da Visibilidade Trans da história de Mato Grosso que vai ser realizada no dia 17 de maio em Cuiabá, no Centro Histórico da Capital. Na primeira edição, o tema será "O acesso à Saúde por pessoas trans em Mato Grosso".

O evento será realizado com apoio da Secretaria da Mulher de Cuiabá e do Núcleo da Defesa da Mulher da Defensoria Pública de Mato Grosso. Também participam associações, coletivos e institutos, que lutam por direitos para pessoas trans. A concentração acontece na Praça Alencastro e vai terminar na mesma praça após percorrerem as ruas da capital.

O evento foi idealizado pela Associação de Travestis e Transsexuais de Mato Grosso (Astramt), pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat), a Guerrilha Cuiabana, a Conexão Nacional de Mulheres Transexuais e Travestis de Axé (Conat) e o coletivo Hendy Santana da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

(Com informações da assessoria) 
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