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Terça-feira, 21 de maio de 2024

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40 anos de carreira

Exposição na Pinacoteca de SP tem obras de Gervane de Paula que retratam cuiabania

Foto: Reprodução

Exposição na Pinacoteca de SP tem obras de Gervane de Paula que retratam cuiabania
O artista cuiabano Gervane de Paula expõe suas obras pela primeira vez em uma instituição paulista. As telas que fazem um recorte de mais de 40 anos de carreira de Gervane podem ser visitadas até 1º de setembro na Pinacoteca de São Paulo. 


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Suas pinturas iniciais, autorretratos e trabalhos de cunho crítico sobre a experiência da vida Mato Grossense são contemplados na exposição. Obras como Mapa, de 2016 e Pantera negra, de 2023, podem ser vistas pela primeira vez.

Gervane explica que curadores nacionais estiveram em uma exposição dele em Cuiabá, em 2016. Foi o primeiro passo para que o convite de expor na Pinacoteca de São Paulo surgisse no ano passado. "O atual diretor geral da Pinacoteca e também a atual diretora do Inhotim conheceram meu trabalho, essa última me convidou para o 36º Panarama, onde curadores mais jovens tiveram acesso ao meu trabalho. Surge assim, no meio do ano passado, o convite por parte do curador Thierry Freitas em nome da Pinacoteca". 

Na mostra, cenas de Cuiabá e as primeiras pinturas do artista podem ser vistas pelo público em trabalhos que compreendem o período de 1979 a 1983. O bairro do Araés, onde está o ateliê de Gervane, está representado em imagens de convívio e festa. Além disso, cenas com mangueiras e cajueiros e pinturas que retratam a pesca e mineração estão presentes.

"Nas obras estão todas as histórias, da alegria de viver em um estado que possui diversas belezas naturais e três ecossistemas, e também como é viver em um estado de violência ambiental, econômica, como a fila dos ossinhos, violência urbana e da estrada. Desse estado de coisas de uma cidade em desenvolvimento". 

Uma das três galerias da exposição reúne autorretratos e pinturas da década de 1980, época que seu trabalho transforma-se formalmente e adquire contornos gráficos.

Na  sala seguinte estão trabalhos que exploram a relação de Gervane com outros artistas, como pinturas realizadas a partir dos personagens do pintor Phillip Guston, um retrato de grandes dimensões da artista Leda Catunda, realizado nos anos 1980. Também fazem parte desse núcleo trabalhos como Bomba caseira (2002) e Artista negro, galerista branca (2018).

A terceira e última galeria da mostra reúne um conjunto de obras criadas a partir da década de 2000 como testemunho das experiências de conflito e violência no Centro-Oeste. Incorporando novas linguagens em seu trabalho, Gervane cria instalações, esculturas, fotografias e pinturas que exploram temáticas como a violência policial, aumento do desmatamento e queimadas no Pantanal, o uso indiscriminado de agrotóxicos e o tráfico de drogas.

Sobre Gervane de Paula

Gervane de Paula (Cuiabá, Mato Grosso, 1961)  é um artista que produz em diferentes linguagens e suportes, trabalhando com pintura, escultura e instalações. Sua obra tem profunda relação com os ecossistemas  e experiência na região em que vive. O cerrado, a floresta e o pantanal são objetos de reflexão para sua produção.

Cenas da vida cotidiana e obras de cunho crítico permeiam o trabalho de Gervane, que ganhou projeção fora de Cuiabá em 1982, quando expos pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, na mostra coletiva “Brasil/Cuiabá: Pintura Cabocla”, organizada pela crítica cultural Aline Figueiredo.
 
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