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Quarta-feira, 22 de maio de 2024

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'Um rolacionamento quase perfeito'

Sucesso com Nico e Lau, atores estreiam no cinema com curta do casal Nicolina e Laurenço

Foto: Reprodução

Sucesso com Nico e Lau, atores estreiam no cinema com curta do casal Nicolina e Laurenço
Depois de fazerem sucesso no teatro, Nicolina e Laurenço, personagens interpretados pelos atores cuiabanos Justino Astrevo e Lioniê Vitório, chegam às telonas com o curta “Um rolacionamento quase perfeito”, que estreia em 2 de março, no Cine Teatro. Para a dupla, o momento é histórico e reafirma o potencial do audiovisual produzido em Cuiabá. 


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“É pouco mais que um curta, tem 25 minutos, mas é importante sob dois aspectos: primeiro porque coloca mais um produto audiovisual cuiabano no mercado e outra é que você emprega e gera renda para uma cadeia do audiovisual muito importante aqui em Cuiabá, tivemos mais de 100 pessoas trabalhando, desde o começo do roteiro”, pontuou Justino. 

Os detalhes do curta foram apresentados à imprensa nesta quinta-feira (22), em coletiva de imprensa no Cine Teatro. As gravações aconteceram em outubro, em Cuiabá, sob  direção geral de Luiz Marchetti, direção de fotografia de Keydson Barcelos e produção executiva de Marcelo Okamura. Daniela Arantes e Priscila Pires assinam a assistência de direção e produção, respectivamente. 

O elenco tem Romeu Benedicto, Amarílis França, Mazé Oliveira, Danielle Souziel e Eloá Pimenta e participações especiais de Lucas Gabriel Santana, Vini Hoffmann e Sophie Campos. A trilha original criada por Estela Ceregatti e Jhon Stuart mistura ritmos regionais com o universal, fortalecendo o arco narrativo, junto com obras de artistas visuais renomados de Mato Grosso. 

O filme é uma comédia e Justino disse esperar que a plateia se divirta com a produção cuiabana. “Temos a Nicolina que é uma mulher empoderada, que tem uma nova compreensão da vida dela e do relacionamento, o Laurenço é um cuiabanão sossegado, conservador, que acabou de se aposentar. Ela pergunta para ele qual o projeto de vida dele e ele responde: não fazer nada. A discussão parte daí, que mostra a nova visão de vida dela e a dele, o filme coloca esse conflito, mas é para entreter, levar lazer saudável para as pessoas”. 

Para Lioniê, a história de Nicolina e Laurenço não para no primeiro curta-metragem e a equipe já sonha com a possibilidade de realizar um longa. A Nico e Lau Produções já acumula cinco filmes, entre eles “O Jogo”, que o ator conta ter marcado a memória de muitos cuiabanos. 

“Projeto de cinema para Mato Grosso com um olhar a nível mundial, dentro dessa visão queremos alcançar o longa-metragem. Marcelo Okamura foi o primeiro que embarcou nisso com a gente, fizemos o primeiro filme com Nico e Lau, O Jogo, tem repercussão até hoje, passamos e as pessoas lembram”. 



Na trama, a atriz Amarílis França interpreta a antagonista Samanta que, dê olho na aposentadoria de Laurenço, vai “apimentar” a relação entre o casal principal. Aos 29 anos, Amarílis faz parte de uma nova geração de atores cuiabanos e, para ela, a experiência de estar no set de filmagem com referências como Justino e Lioniê foi “de brilhar os olhos”. 

“Acompanho Nico e Lau desde criança, tinha o hábito de ir assistir às peças com minha avó, minha avó era muito fã. Quando me vi no set de filmagem com essas grandes figuras da história da comédia e da atuação mato-grossense, enquanto uma atriz que está começando no mercado, foi realmente uma experiência muito especial, de me deixar encantada e de me fazer acreditar que é isso que quero”. 

Para a atriz, fazer parte do elenco de um filme regional é motivo de orgulho. "A gente tem esse hábito de olhar para fora, poder falar que faço parte de um filme regional, com atores regionais, que usam nosso linguajar, nossos trejeitos, é um orgulho. Sempre resgatando nossas origens, porque temos muitas coisas boas por aqui e esse filme vai mostrar isso”. 

À frente da direção geral, Marchetti chama a atenção para o fato do curta despontar em meio a uma fase pujante do cinema mato-grossense e nacional, num cenário repleto de lançamentos. “O cinema vive e encontra em Mato Grosso solo fértil em criatividade e inovação. Nós temos cinema popular, talentos e sensibilidade para produzir filmes que tocam o coração do público”.
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