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Terça-feira, 21 de maio de 2024

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Estudante de odontologia de Cuiabá cria delivery de salgadinhos e bolos para custear materiais do curso

Foto: Reprodução

Estudante de odontologia de Cuiabá cria delivery de salgadinhos e bolos para custear materiais do curso
Para conseguir custear os materiais necessários para o terceiro semestre de Odontologia, o cuiabano Malone Haenisch, de 30 anos, decidiu criar um delivery de salgadinhos e bolos, que são feitos por ele diariamente. Malone conta que sempre sonhou em atuar na área da Saúde, mas depois de perder o pai durante a pandemia da covid-19 precisou deixar os estudos de lado para ajudar a mãe em casa. 


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Na época, ele cursava Direito, mas não se sentia realizado com a graduação. A morte do pai, vítima da covid-19, foi crucial para a desistência do curso. 

“As coisas ficaram bem complicadas, porque só eu e minha mãe trabalhando, eu estudava a noite. Mas Direito não era algo que eu gostava e queria fazer. Depois do falecimento do meu pai, tive que sair da faculdade para trabalhar e ajudar minha mãe em casa. Decidi parar com o Direito”. 

Ele conta que, no ano passado, teve a oportunidade de começar a cursar Odontologia, na Univag, no entanto o curso é integral e ele precisou parar de trabalhar. Foi quando Malone começou a pensar em possibilidade para conseguir viabilizar o pagamento da mensalidade e dos materiais necessários. 

“Minha mãe sozinha não consegue, foi quando tive a ideia de fazer alguma coisa para que pudesse ter uma renda e conseguir continuar estudando, tive a ideia de começar a vender salgados e bolos. Hoje pago quase R$ 2 mil de mensalidade, mas agora é mais puxado ainda, porque começamos a clinicar, então além dos gastos da mensalidade, compramos os materiais, que são bem caros”. 

As primeiras vendas começaram em janeiro e, graças ao apoio de amigos, as vendas no IFood possibilitaram que Malone juntasse o valor necessário para comprar os primeiros materiais. Ele aproveitou os meses de férias para tirar o projeto do papel e pretende seguir fazendo os salgados e bolos. 

“Abri um MEI para conseguir estar no IFood, consegui vender por lá e também pelas indicações de amigos, estou fazendo uma média de 300 a 400 salgadinhos por dia. Faço a noite e vendo durante o dia, conforme vai acabando o estoque vou fazendo de novo. Fico 17 horas aberto no IFood”. 

O cento é vendido por R$ 70, mas ele também tem opção de meio-cento. Como as aulas vão voltar em março, Malone deve diminuir o ritmo de vendas, já que o curso integral vai comprometer a produção.

“Não sei como vai ser daqui para frente porque as aulas vão voltar, então não vou ter tanta disponibilidade para fazer, mas pretendo continuar e, nas férias de junho, pego firme de novo para comprar os novos materiais, mas tem dado muito certo, graças a Deus”.
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