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Quinta-feira, 20 de junho de 2024

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do simples ao recheado

Confeiteiras de Cuiabá criam clube com envio semanal de bolos caseiros por R$ 120

Foto: Reprodução

Confeiteiras de Cuiabá criam clube com envio semanal de bolos caseiros por R$ 120
As confeiteiras Paula Gamper, de 50 anos, e Maíra Campos, de 40, uniram as experiências com bolos, biscoitos e doces recentemente no Ateliê Escola de Delícias, no bairro Quilombo, em Cuiabá. A ideia das amigas que dividem o amor pelas “receitas de vó” é oferecer aulas com preços sociais para mulheres trans e mães solo que buscam fonte de renda. O “Clube do Bolo” foi uma das formas que elas encontraram para custear o espaço de cursos. 


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Pelo valor mensal de R$ 120, o assinante tem direito a quatro bolos, que podem ser retirados presencialmente no ateliê ou enviados toda sexta-feira. Paula explica que há muito tempo sonhava em criar o clube do bolo em Cuiabá, já que o modelo de negócio já existe em outras cidades brasileiras. 

“Muitas vezes na sexta ou no sábado a pessoa esquece de comprar algo para comer com a criançada. Cada bolo vai sair por R$ 30. São todos caseirinhos, com recheio e sem recheio. As vezes vamos no mercado um bolo simples, sem cobertura ou recheio, custa mais de R$ 30. Se a pessoa for fazer um bolo também vai ser mais caro”. 
 

No cardápio desta semana, os sabores escolhidos foram: Chuva de Açúcar (bolo de laranja ou limão com fondant), Romeu e Julieta (bolo de baunilha com pedaços de goiabada, queijo parmesão ralado e coberto com calda de goiabada), Chocotoso (bolo mesclado de baunilha e chocolate com calda de chocolate branco e ao leite), Casa de Vó (bolo de cenoura com brigadeiro de Nutella na massa e cobertura especial de granulado). 

Na produção dos bolos, as confeiteiras prezam por produtos de qualidade e não fazem uso de massas prontas, por exemplo, conta Maíra. Para a confeiteira, os bolos devem “lembrar casa de vó”, como o cheiro de bolo de fubá aciona as lembranças da receita preparada pela avó, que hoje tem 90 anos. 

“Não usamos massa pronta, nem brigadeiro, é tudo feito por nós. Queremos que os bolos sejam como os feitos por mães e avós em casa. Isso faz diferença no produto, porque as pessoas reconhecem quando um bolo é de massa pronta, sempre falamos para nossas alunas valorizarem os clientes”. 

Além do amor pelos bolos caseiros e com gosto de casa de vó, as amigas também dividem o desejo de espalhar as técnicas da confeitaria para que outras mulheres possam ter uma fonte de renda. Paula conta que sempre fez parte de ações sociais. 

“Agora queremos fazer isso lá no ateliê para mulheres e pessoas trans. Já olho para essas comunidades há muito tempo, tive um padrasto palestino e sempre participei de ações sociais, tanto que sou filiada em partido. Mas independente da minha posição política, acho que temos que olhar para o outro”. 

No ateliê, elas também dão aulas de biscoitos, cupcakes e outros doces para crianças. O cronograma dos cursos é disponibilizado pelas confeiteiras no Instagram

Mais informações sobre o Clube do Bolo: (65) 99336-7210
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