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Terça-feira, 21 de maio de 2024

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'Alcione cuiabana' divide palco com Mumuzinho e canta na 'Casa da Marrom', no Rio de Janeiro

Foto: Arquivo pessoal

'Alcione cuiabana' divide palco com Mumuzinho e canta na 'Casa da Marrom', no Rio de Janeiro
O timbre e os graves da voz da cuiabana Jade Moura, de 36 anos, sempre foram comparados ao da cantora Alcione, de quem é fã desde criança, quando começou a se interessar por música. As canções de Alcione fazem parte do repertório de Jade, que viveu a emoção de cantar no palco do bar "A Casa da Marrom", no Rio de Janeiro (RJ), além de ter dividido o palco com o cantor Mumuzinho. 


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As participações aconteceram por acaso, durante uma viagem com amigos para a "cidade maravilhosa". Ao Olhar Conceito, ela contou que já havia ido ao "Bar da Alcione" no ano passado, no entanto, a visita feita na última quarta-feira (14), para comemorar o aniversário de dois amigos, rendeu momentos inesquecíveis para Jade. 

"Cheguei dia 13 no Rio de Janeiro e minha sinusite atacou, fiquei com muita dor de cabeça, ouvido e febre. Essa experiência não estava nos meus planos de forma alguma. Na quarta tomei remédio e comecei a melhorar. Pintou a ideia de irmos para o bar da Alcione". 

Em certa altura da noite, Jade foi interpelada pela amiga, Rakelly Maria Ferreira de Lima, que foi a principal incentivadora para que ela subisse no palco da Casa da Marrom, como o estabelecimento é chamado, e cantasse com Mumuzinho, no dia seguinte. 

Ela lembra que, antes mesmo de viajarem, a amiga imaginou a hipótese. Para Jade, a afirmação soou como se a amiga estivesse com muita criatividade para sonhar, mas Rakelly rebateu: "joga para o universo". 

"No Bar da Alcione ela me entregou uma garrafa de água e disse: Jade, bebe essa água. Eu sem entender perguntei, ela só respondeu: você vai subir no palco agora para cantar com o grupo Bom Gosto. Fiquei em choque, comecei a tremer e os meninos me anunciaram. Fui para o palco super nervosa, com frio na barriga". 

Jade estava viajando com os amigos para o Rio de Janeiro quando viveu momentos emocionantes. (Foto: Arquivo pessoal)

Depois da experiência inesquecível, Jade e os amigos decidiram ir ao Bar do Mumuzinho. Rakelly e os outros amigos da cuiabana começaram a pedir para que ela participasse do show do cantor. Ela conta que, no primeiro momento, ficou envergonhada, mas se emocionou quando Mumuzinho a chamou. 

"Cantei com ele na emoção, felicidade e ao mesmo tempo incredulidade, pois custei a acreditar que estava em mais um palco onde pessoas renomadas pisam. Foi uma das melhores experiências da minha vida. Foi uma satisfação dividir o palco com esse cantor tão educado, carismático e cheio de vida". 

Um dos momentos de maior emoção para Jade foi quando Mumuzinho reconheceu a beleza da voz dela e afirmou que artistas como ela precisam ser reconhecidas. 

"Me senti super feliz com as palavras dele ao reconhecer o dom da minha voz e vê-lo afirmar que precisamos ser reconhecidas, pra mim, foi o ápice da noite e do ano até agora. Não cabe aqui toda a emoção e tudo que rolou naqueles dias, mas meu coração é só gratidão pura a Deus". 

Influência musical do avô 

Jade cita como uma de suas principais influências na música, o avô, Fabio do Nascimento, que foi da Polícia Militar e viveu da arte por muito tempo. Ela lembra que, mesmo aposentado, ele levava violão, pandeiro e violino para os aniversários da família. 

"Ele sempre tocava e cantava com meus tios e eu fui crescendo, até que quando estava com 13 anos, um dia em sua casa, ele me chamou pra cantar com ele um música de Matogrosso e Mathias, 'De igual pra igual'. Nunca me esqueço. Eu fui, morrendo de vergonha e de medo de errar. Mas meu avô Fábio sempre foi um homem persistente e nunca desistia fácil".

A cuiabana conta que naquele dia cantou a primeira música acompanhada do violão e brinca que, antes disso, só cantava no corredor de casa ou no chuveiro. Apesar da influência do avô e dos tios, ela demorou para se tornar uma cantora profissional. No início, o repertório de Jade era composto por clássicos do sertanejo, gênero que cresceu ouvindo em casa. 

"Mas sempre admirei o timbre de voz da Alcione, sempre achei lindo ouvir ela cantar, mas nunca pensei que um dia as músicas dela fariam parte do meu repertório. Somente com o passar dos anos e influência de amigos e primos que tocam, que comecei a cantar o samba da Alcione. Desde então, sempre tenho as músicas dela no meu repertório". 

Cuiabana cantou com o grupo Bom Gosto no Bar da Alcione, no Rio de Janeiro. (Foto: Arquivo pessoal)

Carreira como cantora 

Entre 2012 e 2017, Jade cantou profissionalmente, mas deixou a música quando terminou a faculdade de Psicologia. Além disso, ela conta que o filho estava muito pequeno e as incertezas da carreira de cantora pesaram na balança. 

"Naquela época o reconhecimento da mulher na música não era como hoje, que tem mais portas abertas. Mesmo com mais portas abertas atualmente, ainda temos dificuldade de ganhar espaço na música e de sermos valorizadas. Principalmente no samba". 

Durante a pausa na carreira de cantora, ela se dedicou ao trabalho. Hoje, Jade atua como gerente de conformidade de vida funcional na Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag). No entanto, a música nunca deixou de fazer parte da vida da cuiabana. 

"Fiquei apenas fazendo algumas participações com amigos parceiros em alguns eventos ou casa de shows. Desde o ano passado tenho pensado em voltar aos palcos, voltando a fazer shows". 

Jade revela que sonha em conhecer Alcione e poder conversar com a cantora. A cuiabana também tem vontade de participar do The Voice. 

"Ela [a Alcione] deve ser uma pessoa maravilhosa e com toda a experiência, deve ter bons conselhos para quem quer atuar na música como ela, no samba. Confesso que sou bem eclética. Canto de tudo. Mas sei que o voz do coração bate pelo samba que ela faz. O que me deixa feliz quando estou no palco, é ver os olhos de quem está ali me ouvindo. Os olhos falam mais que mil palavras. E isso ai sempre foi meu combustível pra cantar". 
 
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