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Sexta-feira, 19 de agosto de 2022

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Inserido na produção audiovisual há cinco anos, João Regis exibe "Cerrado Sessions" no Cinemanga

Foto: Arquivo Pessoal

Inserido na produção audiovisual há cinco anos, João Regis exibe
Cinemanga desta quarta-feira (25) exibirá Cerrado Sessions, do cineasta e organizador das sessões, João Pedro Regis, de 25 anos. Estudante de cinema na Universidade Federal de Mato Grosso, João contou ao Olhar Conceito sobre sua trajetória no audiovisual, que começou em 2017 ao lado de Ana Mello e Jorge Luiz, com a criação do coletivo “Salve Filmes”.  

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Cerrado Sessions é um role de bandas autorais e independentes que acontece desde 2018 em Cuiabá. Frequentador do evento, Regis teve a ideia de trazer o acontecimento cultural para o cinema.  

“O filme, na verdade, retrata a história de um cara que sai de um lugar longe, não localizado. Mas ele está sempre andando. Ele começa no meio do mato, e trilha o caminho até a cidade para o show (Cerrado Sessions). No meio do caminho ele acha uma bebida, bebe, começa a alucinar, chega na cidade e vai até o show. No final, é ele curtindo e acontece uma coisa (final do filme)”, descreveu.  

De 2017, quando começou, até aqui, Regis participou da produção de filmes, clipes, curtas, longas e documentários. Seu primeiro curta de ficção foi “Seis dias depois do fim”, lançado em 2019. Em 2020, estreou “Ânsia”, segundo filme do cineasta.  



Pouco antes disso, lançou com Ana Mello o documentário “Slam: rua e resistência”, que “já rodou por ai”, disse João. O cineasta também já dirigiu um EP visual, chamado Fantasma do Palco com o rapper cuiabano, Holanda. Além disso, trabalhou na produção de festivais de cinema em MT.  

Estagiário do Cineclub Coxiponés, da UFMT, Régis acredita que o “Cinemanga” pode ser considerado uma evolução das exibições que, antes reservadas pelos muros da universidade, agora estão sendo passadas no centro da Capital, no Espaço Manga Preta Rock Store, localizado na Praça da Mandioca.  

“Eu já realizava sessões toda sexta-feira e agora isso vem somando para o “Cinemanga”. Está em evolução, saindo dos muros da UFMT e indo para rua”, disse.  



Questionado sobre o cenário audiovisual em MT, Regis pontuou que no começo de sua trajetória, em 2017, havia poucas produções regionais e que os editais contemplavam sempre os mesmos cineastas. Com o advento da Lei Aldir Blanc e a consequente realização de novos editais, novas produções com novos nomes foram surgindo e a cena foi crescendo exponencialmente. 

"Percebi uma crescente gigantescas nas produções. Existem muitos filmes, séries, webseries, documentários, curtas, longas, médias, telefilmes. Uma série de coisas que estão sendo realizadas a partir dessas leis de incentivo. Acredito que isso se dá pelo caráter dos editais, de dar ênfase para quem é realizador iniciante, estreante. Porque eram sempre as mesmas pessoas que ganhavam os editais e agora isso está mudando”, finalizou.  
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