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Quarta-feira, 18 de maio de 2022

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Transferidas de Ecoparque da Argentina, elefantas asiáticas cruzam fronteiras para chegar a Santuário de Chapada

Foto: Assessoria / SEB

Transferidas de Ecoparque da Argentina, elefantas asiáticas cruzam fronteiras para chegar a Santuário de Chapada
Após um ano de organização, as elefantas asiáticas Pocha e Guillermina devem chegar, nesta quinta-feira (12), ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (70 km de Cuiabá). Os animais deixaram, no sábado (7), o Ecoparque de Mendoza, na Argentina, e, neste momento, estão cruzando a fronteira do Paraná, de onde devem seguir viagem até chegar a Mato Grosso. 

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De acordo com a assessoria da SEB, a transferência acontece depois de o santuário ter recebido, no fim de abril, a Licença Cites de Exportação, último documento que faltava para tornar a realocação das elefantas possível. Durante o trajeto os animais também passarão por outras cidades dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. 

Daniel Moura, biólogo e diretor do SEB, explica que a transferência de elefantes sempre é um evento bastante marcante, entretanto, por se tratar de um caso que já se estendia há algum tempo, isso se torna ainda mais emblemático. 

“A gente deposita mais expectativa, mais energia, mais ansiedade. Sabemos que existem muitos obstáculos a serem superados [...] mas a gente tem a expectativa de que vai ser o melhor possível, pensando em tudo que o santuário e sua equipe tem a oferecer”, afirma Daniel. 

A transferência das elefantas conta com o planejamento e execução da equipe técnica do SEB, que inclui desde a adaptação até o transporte efetivo. Considerando que se trata do transporte de dois animais, o biólogo Daniel enfatiza que toda atenção e profissionalismo serão triplicados. 

Ainda conforme o SEB, Pocha e Guillermina são duas elefantas asiáticas, mãe e filha. Guillermina é uma elefanta nascida e criada em cativeiro e, portanto, nunca teve contato externo com a natureza. As elefantas, assim como outros quatro elefantes que estão na Argentina, foram doadas ao Santuário, uma vez que este é até hoje, o único lar na América do Sul que conta com equipe especializada no trato de elefantes, além de possuir um design de recinto específico para as necessidades desses animais.

“A gente fica muito feliz com esse entendimento do governo. Sabemos que esse processo demora, porque existe todo um comprometimento para que isso seja feito da melhor maneira possível. E eles chegaram à conclusão de que o único local para enviar os elefantes, seria o Santuário. Então, todas aquelas expectativas de altos e baixos, que apareceram no meio do caminho, estão se realizando agora da melhor maneira possível”, diz Daniel, orgulhoso.
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