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Sábado, 25 de junho de 2022

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Quando tudo era mar

Coletivo apresenta espetáculo digital e discute ideia de maternidade-sacrifício e isolamento da mulher

Foto: Divulgação

Coletivo apresenta espetáculo digital e discute ideia de maternidade-sacrifício e isolamento da mulher
Durante todo o mês de maio, em alusão ao mês das mães, fica em cartaz o experimento cênico digital do in-Próprio Coletivo, “Quando tudo era mar”. A temporada convida para um “mergulho” em questões da maternidade e provoca o movimento: “convide uma mãe para assistir!”.

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De acordo com a assessoria de imprensa, a experiência pode durar de 30 a 40 minutos para ser vista pelo menos uma vez, entretanto o ingresso disponibiliza acesso para assistir quando e quantas vezes quiser pelo período de uma semana. Os ingressos são limitados e podem ser adquiridos pela plataforma 1º PISO (https://www.aprimeiropiso.com), já disponíveis. 
 
Segundo Alexandre Cervi, membro do coletivo e co-diretor do espetáculo, durante o experimento o espectador será convidado a uma espécie de navegação. A encenação, que entrelaça teatro, cinema e artes visuais, é um verdadeiro “mergulho visual e sonoro contra as correntezas da maternidade vinculada às imposições, ao limite, à solidão, ao amor medido pelo sacrifício”, como diz a própria sinopse da obra.
 
“A gente acredita que é preciso uma comunidade inteira para criar uma criança. Assim como é preciso um bando para criar uma obra”, explica Dani Leite, que assina a direção do trabalho. E complementa: “Tivemos o prazer de realizar uma consultoria com Daniela Monteiro, doula e artista visual, que nos trouxe uma citação importante de Michel Odent - ‘para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer’. Este foi um dos principais impulsos de criação”.
 
A iluminadora, atriz e uma das criadoras do in-Próprio Coletivo, Karina Figueredo, relata: “Neste processo discutimos essa ideia imposta da maternidade ser sobre o sacrifício e isolamento de uma mulher”. Gus Lima, também membro do coletivo e criador da trilha sonora original do experimento, acrescenta: “o sistema conduz a mulher a uma experiência solitária e resume a maternidade a um ‘problema’ individual”.
 
A equipe do espetáculo conta, além dos membros do in-Próprio Coletivo, com outros artistas de diferentes estados. “Quando tudo era mar” tem a orientação artística de Eliana Monteiro (Teatro da Vertigem), a dramaturgia de Bárbara Esmenia, direção de fotografia de Rosano Mauro, desenhos da artista visual Thaís Magalhães e o dramaturgismo de Marília Bonna. 

Para assistir ao espetáculo, o espectador escolhe um ingresso referente à semana (de domingo a sábado) que deseja ter acesso livre. Isso significa que ele pode rever quantas vezes quiser ao longo do período selecionado. As opções são dos dias 01 a 07; de 08 a 14; de 15 a 21; ou de 22 a 28 de maio.
 
O experimento cênico virtual acontece através de uma navegação por uma página online. A obra foi concebida para ser navegada pelo celular ou computador, mas também é possível transmitir para televisão. É indicado o uso de fones de ouvido. 

No último dia do mês, terça-feira (31), acontecerá um bate-papo ao vivo pelo Zoom e transmitido via YouTube, com os membros do in-Próprio Coletivo, fechando a temporada. 
  
Sobre o in-Próprio Coletivo
 
O in-Próprio Coletivo busca o híbrido nas linguagens artísticas, privilegiando processos compartilhados de criação e composição. Em seu repertório possui OraMortem (2014), que circulou por mais de 30 cidades brasileiras e foi selecionado pelo Palco Giratório 2016 - SESC; Não cabe mais, gente! (2015) que propôs residências em 10 estados da Amazônia Legal e a programação de festivais nacionais e internacionais; in-Próprio para Dinossauros (2018), que já se apresentou em algumas mostras, projetos regionais e temporadas online; e Despeça-te, uma desmontagem de OraMortem (2021), realizada em plataformas digitais de encontros remotos e curada pelo Palco Virtual - Itaú Cultural. 
 
Estabeleceu sua sede criativa em parceria com o espaço cultural Metade Cheio e, a partir daí, expandiu-se em curadorias e outros projetos e eventos, com destaque para o espetáculo Criame, co-produção junto à Cia Pessoal de Teatro; o Clube de Leitura “A invenção do Silêncio” ; os encontros presenciais “Ruidologias - Pensando o contemporâneo” ; a exposição de cenários e figurinos das artes cênicas de Cuiabá “Resquícios de Cena” e a série de lives “Casa, Corpo e Luz - reinventando o espaço doméstico como lugar de criação”, junto a outros artistas. Desdobra-se também em processos de formação artística através de cursos, oficinas e residências.
 
Serviço 
 
Quando: de 01 a 28 de maio
Contato: @aprimeiropiso (Instagram)
Ingressos: https://www.aprimeiropiso.com/quintal
Contribuição consciente: R$25 (mínimo), R$50 (incentivo) ou R$100 (generoso)
Indicado para maiores de 16 anos 
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