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Sábado, 25 de junho de 2022

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Três livros de poesia para acabar com o bloqueio literário

03 Mai 2022 - 08:55

Especial para o Olhar Conceito - Stéfanie Sande

Foto: Reprodução

Três livros de poesia para acabar com o bloqueio literário
Em alguns períodos do ano, tenho dificuldade de engatar na leitura de prosa. Nestes momentos, volto para a poesia. Eis aqui três indicações que me ajudam a acabar com esse outro tipo de “bloqueio literário”.

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"Haverá festa com o que restar”, Francisco Mallmann
 
Esse é uma das minhas descobertas ao acaso. Ao acaso não: pelo algoritmo. Rolando pelo feed do Instagram, apareceu um poema sugerido. Chamou atenção. Cliquei na página e descobri o nome do poeta: Francisco Mallmann. Li todos os poemas que ele publicou na linha do tempo e, de tão bons, quis mais. Comprei o livro no site da Editora Urutau. Chegou em março de 2020. Lembro de lê-lo no voo entre Porto Alegre e Cuiabá na semana em que voltava para casa por conta da pandemia. Poemas ácidos e bem humorados. Um livro marcante.
 
“Jóquei", Matilde Campilho
 

Enquanto "Haverá festa com o que restar" dá a sensação de uma taça de vinho no rolê com os amigos, "Jóquei" é a companhia do primeiro café do dia. Senti os poemas como aquela dose de sobriedade. Sempre tive dificuldade de resenhar poemas e, confesso, não sei bem o que falar de Jóquei. Foi aquela leitura sem pressa, saboreando cada poema por vez ao longo dos dias. E, depois de terminado, uma obra que está sempre à mão. Está do meu lado enquanto escrevo isso.
 
“Domicílio", Marta Helena Cocco

 
Faz pouquíssimos dias que li "Domicílio", de Marta Helena Cocco. Li em uma sentada. O livro foi um presente da própria autora quando de um café da tarde na sua residência. E é justamente essa a vibe de “Domicílio": uma roda de amigos numa mesa do café da tarde, comendo pão de queijo e bolo enquanto compartilham projetos futuros, as angústias e delícias da escrita, histórias do filho que saiu de casa e causos do passado. O livro, inclusive, é estruturado como um tour pela casa. Senti o acolhimento em cada um dos poemas.

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STÉFANIE SANDE é escritora, autora dos romances “O último verso” e “Virgínia”. É mestre e  doutoranda em escrita criativa pela PUCRS.
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