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COMEMORAÇÃO 303 ANOS

Professora lança livro sobre siriri e cururu após concluir tese de doutorado sobre a cultura de Cuiabá

03 Abr 2022 - 14:00

Especial para o Olhar Conceito - Mayara Campos

Foto: Reprodução

Professora lança livro sobre siriri e cururu após concluir tese de doutorado sobre a cultura de Cuiabá
A professora das redes estadual e municipal de ensino, Marta Martines Ferreira, 58 anos, lança o livro "NANDAIA, NANDAIA, vamos todos nandaiá? Sobre siriris e cururus de Mato Grosso", na véspera do aniversário de 303 de Cuiabá, 07 de abril, na Escola Estadual Padre Ernesto Camilo Barreto, no bairro Jardim Paulista, na Capital, a partir das 8h. A publicação é resultado da tese de doutorado da educadora.

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A tese investiga, descreve e analisa o percurso das duas danças típicas de Mato Grosso, desde as primeiras referências registradas em documentos pesquisados pela autora, quando essas manifestações populares eram estigmatizadas, censuradas e enclausuradas nas periferias, até a apropriação pela elite na busca pela construção de uma identidade regional.

O livro retrata o Festival Cururu Siriri, realizado pela primeira vez em 2002, como um marco importante nesse processo. O evento foi promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá em parceria com grupos regionais.      

A pesquisadora observa que o festival “se tornou lugar de memória no que se refere ao cururu e siriri, principalmente porque nos relatos orais dos entrevistados as referências são sempre pautadas pelo antes e depois do festival, articulando o cururu e o siriri do presente com o cururu e o siriri do passado”.

Nesse percurso, Marta buscou entender como o sujeito ‘fazedor das artes populares’ se coloca socialmente na História, para que a prática não se acabe e esteja sempre em movimento, de forma a se manter viva, no caso do cururu e do siriri, por mais de 300 anos. "Por que, como e de que forma eles chegaram até aqui? Essa foi a motivação para o meu trabalho", revela.

Como resultado desse trabalho, a professora avalia que hoje o cururu e o siriri têm na sociedade mato-grossense um espaço respeitado e legitimado. Um lugar conquistado por seus próprios ‘fazedores’. Tanto que a viola de cocho foi tombada como patrimônio histórico e as tradições do cururu e siriri.

Marta construiu sua tese de doutorado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), pois seu desejo era que “o cururu e o siriri fossem conhecidos, reconhecidos e registrados em outras instituições e regiões, com esse aspecto tão peculiar da nossa manifestação cultural”.

Marta Martines é formada em Educação Artística, com Habilitação em Música pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e também é mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da instituição.
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