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Segunda-feira, 27 de junho de 2022

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'Vai morrer, porco'

Peça sobre sociedade que exclui ganha versão online nesta nesta quarta-feira

Foto: Reprodução

Peça sobre sociedade que exclui ganha versão online nesta nesta quarta-feira
“Vai morrer, porco!”, peça produzida pelas companhias Teatro Plenilúnio e Solta Cia de Teatro, ganhará uma versão online nesta quarta-feira (22). O espetáculo é uma releitura de “Dois perdidos numa noite suja”, de Plínio Marcos, que já foi encenado tanto nos palcos quanto no cinema.

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A peça de teatro mato-grossense estreou em 2019 no Festival Velha Joana, de Primavera do Leste, e conquistou oito prêmios, incluindo Melhor Espetáculo. Posteriormente, o espetáculo passou por Cáceres, no mesmo ano, mas não foi possível seguir as apresentações devido a pandemia do novo coronavírus.

“Vai morrer, porco!” retomou apenas em outubro de 2021, com a possibilidade de adaptar para as telas. A versão digital feita pelos grupos mato-grossenses foi contemplada pelo edital MT Nascentes, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), com recursos da Lei Aldir Blanc.

A edição online da peça ficará disponível no youtube do Teatro Plenilúnio por 24h, a partir das 19h do dia 22. Além da versão digital, o canal também irá transmitir um bate-papo com a equipe do projeto, relatando a experiência de adaptar uma peça teatral para as telas.

O ator Ismael Diniz explica que a ideia de fazer essa nova leitura veio das trocas e vivências compartilhadas entre as duas companhias nestes últimos anos, além dos estudos de grandes nomes da dramaturgia nacional.

A nova versão da peça, assim como a edição original, traz uma reflexão sobre a sociedade que exclui os cidadãos. “O objetivo foi coletar materiais descartados, que hoje compõem nosso cenário, e também observar in loco a urbanidade das periferias e bairros mais afastados das duas cidades,” comenta Ismael.

Sinopse

Em “Vai Morrer, Porco!”, depois de fazerem bicos pela cidade, os personagens Tonho e Paco dividem um espaço insalubre onde, na frente do público, dormem, comem, bebem, se lavam e fazem planos. Neste local, seus conflitos materiais se tornam evidentes através de objetos que, para os cidadãos médios, têm pouca significância. É assim que um sapato se torna o estopim de uma relação que vive cotidianamente suas escaramuças de gato e rato. Esse processo de exposição visa aproximar ainda mais o público destes personagens.

Com assessoria.
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