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Sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

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Carnaval depende da ciência

Réveillon público em Cuiabá é difícil de regular biossegurança, defende secretária de cultura

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Réveillon público em Cuiabá é difícil de regular biossegurança, defende secretária de cultura
Na última quarta-feira (1º), os cuiabanos foram pegos de surpresa com o cancelamento das festas públicas de réveillon na capital mato-grossense. As festas privadas, entretanto, foram liberadas após uma reunião de Emanuel Pinheiro (MDB), com o setor, ainda na quarta. Para a secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, Carlina Jacob, a decisão partiu da lógica de que as festas públicas são mais complicadas de cumprir biossegurança.

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“As festas públicas são mais complicadas de fazer biossegurança, porque são abertas. Já quanto às festas privadas, foi feito um protocolo e acordo com os organizadores de eventos para firmar bastante a biossegurança. Lá, você terá termômetro, álcool em gel, máscara e distanciamento. Esse é o compromisso firmado e vai haver fiscalização. Precisamos partir do pressuposto que as pessoas vão cumprir o que foi confirmado”, pontua em entrevista ao Olhar Conceito.

Entre as medidas de biossegurança a serem cumpridas pelos estabelecimentos que realizarem festas privadas, está a apresentação do comprovante de vacinação contra covid-19 ou exame RT-PCR negativo, realizado até 48 horas antes da festa.

A medida do “passaporte” e exame valem para estádios, ginásios esportivos, cinema, teatro, museu, salão de jogos, casa de shows e apresentação artística em geral, hospitais públicos e privados e órgãos públicos municipais. As exigências valerão também para adolescentes acima de 12 anos.

Apesar de autorizar a realização dessas festas, Emanuel manteve cancelado o Carnaval. Carlina acredita que apenas a saúde e a ciência poderão determinar a realização ou não da folia.

“Quem vai definir isso não é a cultura, é a saúde e a ciência. Estamos prontos para festejar, mas quem vai reger tudo isso é a ciência. É complicado. Não somos nós que decidimos. Queremos festar, ver o povo na rua. A cultura é tão importante que, se não existisse, teríamos uma pandemia paralela, das doenças mentais. Ninguém iria aguentar. Imagina uma pandemia sem música”
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