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Quinta-feira, 02 de dezembro de 2021

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Tacuru

Antiga sede de fazenda dá espaço a restaurante rural com comida de tropeiros feita no fogão à lenha

Da Redação - José Lucas Salvani

02 Set 2021 - 11:30

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Antiga sede de fazenda dá espaço a restaurante rural com comida de tropeiros feita no fogão à lenha
Há 16 anos, Josué de Souza Júnior, hoje com 61 anos, inaugurou com sua esposa, Marluce Souza, um restaurante rural, o Tacuru, na estrada de Manso, região metropolitana de Cuiabá. O local, que usa uma casa de mais de 100 anos como estrutura, aposta em comida antigamente feita pelos tropeiros no fogão à lenha, priorizando um contato próximo com a natureza.

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Antigamente, a região dava lugar a uma fazenda de leite, de propriedade de Ubirajara de Arruda, que vendeu para o sogro de Josué, por volta da década de 1980. O sogro chegou a construir uma casa aos fundos da fazenda, mas posteriormente, em fevereiro de 1994, Josué assumiu o local junto de sua família. Já nesta época, a ideia de criar um restaurante rural existia, mas os familiares foram fazendo as adaptações aos poucos.



O Tacuru une as paixões de Josué e sua esposa: a culinária e o paisagismo. No local, é possível comer peixe, galinha ao molho com milho, maria izabel, paçoca de pilão, farofa de banana, língua ao molho e feijoada cuiabana enquanto tem contato com a natureza por meio de pássaros que fazem a cantoria no almoço e paisagem composta pela vegetação local. Inclusive, são oito hectares disponíveis para passeio e uma lagoa.

A casa que dá espaço ao restaurante possui mais um século e sofreu algumas adaptações estruturais para que se adaptasse a algumas normas para seu funcionamento como um estabelecimento. Entretanto, é possível encontrar dentro da residência inúmeras antiguidades da época de sua construção, como móveis e decorações, servindo como um pequeno museu aos visitantes.



Antes de investir no meio gastronômico, Josué atuou bastante no meio político da capital mato-grossense, passando por algumas secretarias na gestão de Dante de Oliveira, Roberto França e Wilson Santos. Josué acredita que chegou em um ponto em que poderia se candidatar, mas optou se aposentar do meio e montar o restaurante, que já soma 16 anos de história.

A relação de Josué com a gastronomia é anterior ao restaurante, na verdade. O mais velho de cinco filhos, aos sete anos viu os pais se separarem e assumiu algumas responsabilidades muito cedo. Uma delas foi cuidar dos irmãos mais novos enquanto a mãe trabalhava de manhã, tarde e noite, e passou a cozinhar já aos 11 anos. Desde então, pegou gosto pela culinária.



Josué acredita que o restaurante, localizado a 24 km do Centro Norte de Cuiabá, deu certo graças à Usina de Manso, inaugurada em 1999. “Se não tivesse a usina de Manso, talvez eu precisasse de muito mais tempo para tornar o restaurante conhecido. Não só quem vem aqui, mas [pela] propaganda na mídia. Com o advento do Manso, as pessoas começaram a comprar lotes na região e passam por aqui naturalmente. Muitos param aqui para almoçar antes de seguir viagem”, conta.

Cardápio e funcionamento

Servido no fogão a lenha, o almoço do Tacuru possui em seu cardápio panceta pururuca, ponta de peito assada no forno de barro, linguiça cuiabana, de porto, rabada com mandioca, frango com milho, linha ao molho, quiabo refogado, abóbora cabotiá, feijão marrom, preto, feijoada, feijoada cuiabana, maria izabel, arroz branco e quebra torto, macarrão ao sugo, farofa de banana, paçoca de pilão e saladas em geral.



“Quisemos resgatar exatamente a comida que os tropeiros faziam na época. Eles vinham trazendo mercadorias - peixe seco, milho, carne seca, mandioca e farinha - para vender em Cuiabá. O seu Ubirajara, quando tinha dinheiro aqui, comprava as mercadorias e os tropeiros voltavam para o Manso. Quando não tinha dinheiro, os tropeiros dormiam aqui e chegavam no outro dia em Cuiabá”, conta Josué ao Olhar Conceito.

Já o quebra torto possui pão francês, caseiro e doce, presunto, queijo, manteiga, biscoito de queijo, bolo de arroz, chocolate, milho, cenoura, pancetta defumada, ponta de peito com cebola, arroz quebra torto, linguiça caseira, salsicha ao molho, ovo frito, revirado, banana da terra na chapa com canela, leite, chá de gengibre, café, água quente, água, dois tipos de fruta da época, suco de laranja e suco de limão.



A pedidos dos clientes, além do funcionamento tradicional, às terça-feiras, no período da noite, a casa oferece um cardápio especial com peixes. “Eu trago peixes do rio”, explica Josué. “Faço pintado frito, pacu assado. É um sirva-se à vontade também, com seis ou sete tipos de peixe”.

O Tacuru funciona apenas para almoço de sexta-feira a domingo, entre 11h e 15h. Nas sextas-feiras, o valor para comer à vontade é R$ 40. Já aos sábados, R$ 45. Aos domingos, R$ 50, com opção de quebra-torto entre 8h e 10h por R$ 25 casa tenha reservado mesa, e R$ 30 sem reserva. Por fim, a Terça do Peixe, é realizada quinzenalmente.

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