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Quinta-feira, 28 de outubro de 2021

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Um ano e meio de pandemia

Academias em Cuiabá têm novo perfil de adeptos que buscam melhorar a saúde pós-covid

Da Redação - José Lucas Salvani

01 Jun 2021 - 14:24

Foto: Reprodução

Academias em Cuiabá têm novo perfil de adeptos que buscam melhorar a saúde pós-covid
As academias em Cuiabá tem um novo perfil de adeptos que buscam melhorar sua saúde após serem infectados pela covid-19, e há também a procura por pessoas de idades mais avançadas. Dados da Associação Brasileira de Academias (Acad) apontam que esse novo comportamento pode ajudar a mudar o grau de sedentarismo do brasileiro.

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“Para cada pessoa que frequenta uma academia, têm 19 no sofá. Esse número é um retrato do ranking mundial da OMS que aponta o Brasil como o 5º país mais sedentário do mundo, com o percentual de 46% da população inativa, sendo a média global de 28%. Esse cenário tem sido agravado pela pandemia”, explica Celso Mitsunari, representante da ACAD Brasil em Mato Grosso.

Essa volta pela busca por academias acontece por vários motivos, entre eles o público que já praticava alguma atividade, mas suspendeu por receio de contaminação e agora retornou, pessoas que eram sedentárias mais buscam agora melhorar a saúde e também recuperados da covid 19, que buscam fortalecimento muscular e melhor condicionamento.

A jornalista Luciana Gaviglia, que ficou internada durante 10 dias por conta da covid-19 e teve 50% do pulmão comprometido, passou a buscar as academias para impulsionar sua recuperação. “Antes já fazia as aulas de musculação, mas como uma obrigação para melhorar o condicionamento físico, mas depois da covid, percebi que manter maior comprometimento nas aulas era o que permitia o retorno da força muscular e a melhora no sistema respiratório, me senti reviver mais rápido”, define a jornalista.

Marcela Schumann, gerente da academia Forz, explica que era mais comum os alunos ficarem por mais tempo no local e o número de pessoas mais jovens, abaixo de 30 anos, dominava, porém é mais comum encontrar pessoas com idade mais elevada, como também casais.

“Entre as novas adesões chamou atenção o fator idade, um pouco mais elevada agora, e também casais que juntos unem forças para agregar a atividade física na rotina. Esse novo perfil dita um novo ritmo, são pessoas que otimizam os exercícios, de forma mais rápida, sem paradas mais longas entre um exercício e outro. Ou seja, com o isolamento a finalidade é ir à academia não por interação social também, mas principalmente para ter resultados”.

Recuperação do setor

Segundo o representante da Acad Brasil em Mato Grosso, o setor ainda passa por um momento de recuperação. Durante os períodos mais restritivos de isolamento social houve queda de 60% da adesão de alunos das academias, mas esse percentual agora se reverteu em procura, principalmente por aqueles que se enquadram neste “novo perfil”. 
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