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'de Andarilho a Poeta'

Biografia traz histórias da infância e informações inéditas de Zé Bolo Flô

Da Redação - José Lucas Salvani

16 Abr 2021 - 17:00

Foto: Reprodução/Divulgação

Biografia traz histórias da infância e informações inéditas de Zé Bolo Flô
A biografia “Zé Bolo Flô de Andarilho a Poeta Cuiabano” desvenda a origem do apelido da personalidade cuiabana, como também traz histórias de sua infância pobre. A obra é escrita por Francisco C. da Rocha, conhecido pela comunidade cuiabana pelo grupo Cuiabá de Antigamente, no Facebook.

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"A intenção do livro é corrigir uma injustiça histórica com o personagem que apesar de ter composto várias músicas de rasqueado famosas, poesias e marchinhas carnavalescas morreu como indigente na década de 1980", defende o autor sobre seu livro.

A obra, lançada pela Editoria Casa de Bonecas, conta em 48 páginas informações inéditas sobre a personalidade, traz a origem do apelido, as brincadeiras, sua infância pobre e a vida de andarilho, além de suas inúmeras obras artísticas e muitos depoimentos de quem conviveu com Bolo Flô.

Bolo Flô

Foi durante as décadas de 1960 e 1970, que Zé Bolo Flô ao perambular por Cuiabá, se consolidou no imaginário popular da cidade. O apelido foi dado pelos cuiabanos, que tinham deste costume para caracterizar o dia a dia com seus personagens. De origem humilde, para se manter enquanto vivia de favor na casa de uma família tradicional, José Inácio da Silva vendia bolos e flores no centro de Cuiabá. Por isso, ficou conhecido como Zé Bolo Flô.

Era sujeito atrevido na sua humildade sensível. Adentrava as principais missas da cidade, com suas roupas maltrapilhas, um terno desgastado e uma camisa desbotada, e assim, com o saco nas costas, parava em frente ao altar, rezava e ia embora. Sempre carregava um santo para proteção. Religioso, estava em todas as festas de santo e acompanhava as esmolas do Senhor Divino.

Ainda vivo era um símbolo, sua presença era festejada nestas festas públicas, e o poeta mendigo transitava entre as classes médias e pobres, mas era visto com maus olhos pela alta elite cuiabana, que torciam o nariz quando invadia a igreja com sua presença humilde.

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