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MORREU DE COVID

Livro de escritor de MT narra momentos da vida de Dona Amália desde seu nascimento

Da Redação - José Lucas Salvani

15 Fev 2021 - 14:00

Foto: Reprodução

Livro de escritor de MT narra momentos da vida de Dona Amália desde seu nascimento
No livro “Papas-bananas”, o escritor de Nossa Senhora do Livramento (a 36 km de Cuiabá), Honório Laucídio Galvão, narra momentos da vida de Dona Amália Curvo de Campos, filha de Francisco Alberto Curvo e Benedita Bernardina Cunha Curvo. A obra foi lançada em dezembro de 2010.

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O escritor busca contar desde o nascimento da matriarca da Família Campos, que nasceu em Nossa Senhora do Livramento. Amália foi batizada na localidade de "Lavanderia" e crismada por Oleogária da Cunha que, por força do destino, conforme descreve Honório, tornou-se sua fiel escudeira, acompanhando-a pelo resto da vida.

"Na verdade, dona Amália passou quatro anos em Nossa Senhora do Livramento e depois se mudou para Cuiabá, passando a morar na Rua 13 de Junho, na casa do seu tio João Lourenço de Figueiredo, Pai de Cesário Neto e Guilhermina Figueiredo, aliás, professores de renome em Cuiabá", diz Galvão. Na sequência, dona Amália estudou na Escola Barão de Melgaço durante três anos, concluindo o curso técnico em enfermagem para servir em Livramento.

Após uma boa temporada em Livramento ela foi morar em Várzea Grande, mas precisamente no Bairro do Porto, na casa de seus parentes Lícinio Monteiro da Silva e Isabel Arruda Monteiro da Silva (dona Bebé). Foi lá que ela conheceu o futuro marido, seo Fiote."

Dona Amália se casou no ano de 1944, com Júlio Domingos de Campos (seo Fiote), que também é de família tradicional livramentense, pois é filho de Veríssimo Domingos de Campos e de Porfíria Paula de Campos. Dessa união conjugal nasceram dez filhos: Doralice, Júlio, Circe, Juraci, Jayme, João, Ivete, Benedito, Marilene e Márcia. 

Já na década de 50, segundo o professor, dona Amália Curvo encampa na política e vê o marido Júlio Domingos de Campos assumir a Prefeitura de Várzea Grande. "Ele foi o terceiro prefeito eleito após a criação do município", completa o professor.

Quando então primeira-dama do município de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, dona Amália foi peça-chave na construção do Posto de Puericultura, hoje denominado Postão, explica Galvão. Ela dedicou 18 anos de trabalho pela Saúde do povo várzea-grandense.

"Tenho plena certeza que dona Amália se orgulhou muito da sua origem livramentense e pode se dizer também que foi uma vitoriosa por ter vencido todas as diversidades da vida, e de ter constituído uma família digna, laboriosa e honrada. Na quinta-feira, 12, aos 96 anos de idade, ela nos deixou, contudo, bastante lúcida e ativa, e se gabando dos seus netos, bisnetos e seus 14 irmãos."

Para o professor livramentense, dona Amália foi sem dúvida, uma das papa-bananas mais determinadas da história recente de Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso e, quiçá, do Brasil. "Na verdade, um exemplo de vida, liderança, sensibilidade e de realização pessoal. Em resumo: Dona Amália foi uma verdadeira ilustre papa-banana", conclui o professor/historiador.

Vítima de covid-19

Dona Amália faleceu na madrugada da última quinta-feira (11), no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá. Mãe dos irmãos Jayme e Júlio Campos, Amália estava internada há alguns dias por conta da Covid-19 e por conta da morte ter sido acometida pela doença, não houve velório.

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