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Orando pela humanidade

Em viagem pelo mundo, budista chinês percorre Avenida Miguel Sutil se ajoelhando e rezando a cada três passos

Maria Fernanda Elias - Especial para o Olhar Direto

02 Jan 2021 - 14:22

Foto: Arquivo Pessoal

Em viagem pelo mundo, budista chinês percorre Avenida Miguel Sutil se ajoelhando e rezando a cada três passos
Dos dias 26 a 28 de dezembro, o chinês Rudolph Xiaodong Nie percorreu cerca de três quilômetros da Avenida Miguel Sutil a pé para fazer suas orações. Para isso, ele anda três passos, se ajoelha, ora com as mãos e cabeça encostadas no chão, e se levanta para repetir o processo até completar 999 vezes. Segundo ele, suas orações são voltadas para que a humanidade encontre seu verdadeiro objetivo: a felicidade e o desenvolvimento pessoal. Democracia, economia e tecnologia são apenas algumas ferramentas para atingi-los e não impedi-los de chegar ao objetivo fundamental. Através desse processo, ele pretende percorrer a distância do raio da Terra.

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Em entrevista ao Olhar Conceito, ele conta que escolheu os números três e nove por se tratarem de números com significados especiais tanto na cultura oriental quanto na ocidental. “Na China, por exemplo, o três cria tudo. Na cultura ocidental existe o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que também são três. Já o nove é o maior número de zero a nove, então nove também tem um significado especial e é um dos números mais importantes na cultura chinesa”. Já a distância equivalente ao raio do planeta, ele explica: “Porque o raio tem duas ‘pontas’. Uma está no núcleo da Terra e a outra está na superfície. Então se eu percorrer orando a distância do raio da Terra, minha oração estará por toda parte. Essa distância é de mais ou menos 6.372 quilômetros e em cada cidade eu percorro por volta de três quilômetros”. Para conseguir completar essa distância, Rudolph terá que percorrer 2.124 cidades. Esse número cobre todas as cidades do mundo que possuem mais de 300 mil habitantes, e por isso ele passou pela capital mato-grossense.



Ao longo de quase três anos, Rudolph passou por todos os continentes e compartilha algumas de suas experiências. “Por exemplo, o mau tempo quando orei na Groenlândia e quando eu fui para Tromso, na Noruega, que eram quase no Ártico, o clima era brutalmente frio, bem ruim. Em alguns países muçulmanos, também, eu fui atacado por pessoas locais, e quando eu orei na Etiópia eu fui levado por militares armados”. Ele também comenta que foi atacado por um cachorro de rua no meio de suas orações quando esteve na Bolívia.



Quando questionado sobre a situação da pandemia: “Eu acho que nós, seres humanos, poderíamos ter feito as coisas diferentemente. Nós deveríamos julgar as coisas com base em fatos, não rumores. Deveríamos lidar com as coisas cientificamente, não politicamente. Deveríamos todos nos unir para lidarmos com a pandemia juntos, não divididos em diferentes partes do mundo”. De março a junho, Rudolph esteve em Wuhan, cidade onde a disseminação da Covid-19 começou, para orar pelo fim da pandemia.

A passagem de Rudolph no Brasil está prevista até fevereiro de 2021. Cuiabá foi a cidade de número 282.
 
 
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