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Cantora será primeira trans não-binária no Miss Plus Size Diversidade

Da Redação - Fabiana Mendes

28 Fev 2020 - 17:25

Foto: Reprodução

Cantora será primeira trans não-binária no Miss Plus Size Diversidade
Criadora do projeto ‘Música Gorda’, militante contra a gordofobia, o racismo e a homofobia, Hend Santana representará Cuiabá na etapa estadual do Miss Mato Grosso Plus Size Diversidade, no dia 18 de abril, no Hotel Fazenda Mato Grosso. A mato-grossense, que também é atriz, será a primeira trans não-binária a participar do concurso anteriormente chamado de Miss Plus Size Gay. A mudança de nome se dá para englobar toda a comunidade LGBTI+.

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O concurso idealizado por Caio Bandeira e Murilo Lorenzoni terá cerca de 10 candidatos (as) em cada categoria. Os vencedores devem competir na etapa nacional prevista para ocorrer em Curitiba, no Paraná. "É importante para trabalhar a autoestima, pois eu sou tudo aquilo que a sociedade abomina. Além disso, estou em um grupo de risco, aquele que mais morre no País. A participação é muito importante, é uma forma de atuação política", contou a cantora ao Olhar Conceito.
 
Hend, que possui 25 anos, começou a ganhar visibilidade através de suas apresentações e canções carregadas de teatralidade, discurso forte e muita técnica. Dona de um timbre muito particular e uma grande voz, a cantora tem em seu repertório referencias de blues, jazz, soul e funky dentro de uma linguagem pop e atual.


 
Não-binários são as identidades de gênero de pessoas trans, transgêneras e/ou transexuais que  não são exclusivamente, totalmente e sempre femininos e também não são exclusivamente, totalmente e sempre masculinos.
 
"Desde criança nunca me identifiquei totalmente com meu gênero, lembro me de brincar com meu irmão mais velho de Sandy e Junior, e, eu sempre era a Sandy com uma toalha na cabeça pra simular um cabelo. Então depois acabei me entendendo como um garoto gay na adolescência por ainda não compreender a disforia de gênero, e, também ter que lidar com outros estigmas como ser gorda e ser preta", conta.
 
"Aos 21 anos comecei a reivindicar meu lado feminino na minha arte, mas sentia falta disso no meu dia a dia. Acabei pesquisando e aprendendo sobre o que era a Disforia de Gênero e descobri diversas formas de gênero, desde então acredito que hoje me identifico como trans não-binária e me sinto muito mais completa sendo chamada no feminino. É como me sinto bem agora, pode ser definitivo ou não. Algumas pessoas questionam a minha transição 'tardia', mas é bastante complexo você ser gorda, preta e mulher trans, já que a pressão estética e a gordofobia atingem muito mais esses grupos", salienta.
 
 

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