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Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

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Após desapropriação, Sema cria Unidade de Conservação no Mirante de Chapada

da Redação - Isabela Mercuri

24 Jan 2020 - 16:41

Foto: Juliana Carvalho / Sema-MT

Após desapropriação, Sema cria Unidade de Conservação no Mirante de Chapada
O decreto de criação do ‘Monumento Natural Centro Geodésico da América Latina’, no município de Chapada dos Guimarães, foi publicado nesta semana pelo governo do Estado de Mato Grosso. A partir de agora, a unidade de conservação não é mais considerada Reserva Particular o Patrimônio Nacional (unidade de uso sustentável), e passa a ser uma unidade de proteção integral, o que fortalece seu regime jurídico, tornando-o mais protetivo.

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De acordo com a assessoria, a unidade de conservação representa “um importante passo para a conservação da beleza cênica do mirante e da biodiversidade em sítios raros que despertam o interesse geológico”, conforme especialistas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Com a ‘proteção integral’ da unidade de conservação, só será permitido o uso indireto dos recursos naturais em atividades, como a educação ambiental, turismo e pesquisa científica.

O nome da Unidade de Conservação “Monumento Natural Centro Geodésico da América Latina” foi sugerido pelo professor de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso, Prudêncio de Castro Junior, em audiência pública, e a proposta foi acatada.

De acordo com o superintendente de Biodiversidade e Mudanças Climáticas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Elton Silveira, a participação da sociedade foi fundamental no processo de criação da unidade. Ao longo de 2018, a Sema realizou audiência e consulta pública para colher a opinião da sociedade.

No total, a área possui 43,6 hectares que integram o importante corredor ecoturístico que inclui o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, área de proteção integral sob a responsabilidade do Governo Federal, e as unidades de conservação estaduais de uso sustentável Estrada Parque MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro) e Área de Proteção Ambiental Chapada dos Guimarães.

“Ao constituir a unidade de conservação, o atual Governo está ordenando a utilização turística da região, com a possibilidade de implementação de projetos de insfraestrutura na área, permitindo que a sociedade utilize o local. E quanto mais o cidadão conhece, mais ajuda a cuidar, garantindo a conservação ambiental”, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Para o secretário adjunto de Turismo, Jefferson Moreno, declarada a área de proteção estadual, o governo poderá investir no local: "É um importante passo para reforçar o turismo na região. Agora poderemos investir recursos e, por determinação do governador Mauro Mendes, estamos trabalhando em um projeto turístico para fomentar esta área, sempre tomando os cuidados ambientais, especialmente com as erosões verificadas lá".

As regras para uso público do Monumento Natural serão publicadas em Diário Oficial, garantindo o ordenamento do uso e a conservação ambiental. A área onde foi criada a Unidade de Conservação foi decretada de interesse público para fins de desapropriação da área particular em fevereiro de 2018 (Decreto nº 1366/2018) e, além de atender os anseios da população, segue as orientações do Ministério Público Federal.

12 comentários

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  • JORGE1
    27 Jan 2020 às 13:20

    Ao que parece, alguns desconhecem a história da demarcação do Centro Geodésico da América do Sul, que foi feita pela Comissão Rondon em outubro de 1909. O marco está localizado no então Campo DOurique, frente a Câmara dos Vereadores. Desde então, transformou-se no símbolo de nossa Capital. Lamentavelmente alguém deu a idéia errônea, inclusive no nome, para a Sema. Talvez por desconhecimento da história.

  • GABRIEL DIONISIO MANCILLA
    26 Jan 2020 às 20:53

    Se depender de Lei o Decreto fosse o problema, vemos a Estrada parque da MT 251 que só serviu até agora para ajudar na contextualização desta nova UC, ainda mais de proteção integral, camisa de onze varas que engessa qualquer iniciativa, assim, se voce quiser curtir um viasual sobrarão, o Atmã (pago) e o Ninho das Águias (pago também), aquí está assim compadre, quem tem uns trocos passeia, quem não.... fica lá na Salgadeira...

  • Hermes Alves da Costa
    26 Jan 2020 às 19:35

    Já é um grande passo em relação ao local com sua magnifica beleza e imenso potencial turístico mas fazendo tudo com um bom planejamento e estudos das adequações, preocupando-se principalmente com a degradação do meio ambiente com a demanda turística que certamente ocorrerá e que por outro lado contribuirá muito com o setor.

  • Hermes Alves da Costa
    26 Jan 2020 às 19:35

    Já é um grande passo em relação ao local com sua magnifica beleza e imenso potencial turístico mas fazendo tudo com um bom planejamento e estudos das adequações, preocupando-se principalmente com a degradação do meio ambiente com a demanda turística que certamente ocorrerá e que por outro lado contribuirá muito com o setor.

  • Junio
    26 Jan 2020 às 18:11

    Todos que reclamam, não lembram o abandono que é o mirante. Sim, era uma área particular abandonada e que por isso há várias erosões. Os pobres de espirito só querem usufruir, mas pagar uma entrada, ninguém quer. Agora vão ficar reclamando. O certo é fazer como o Alto do Céu, que teve que se adequar para preservar a vegetação e manter a vista. ObS: Cobram pro visitação e estão coma razão.

  • jandira Maria
    26 Jan 2020 às 16:54

    Parece-me que está havendo 2 problemas nesse decreto. Primeiro quanto a denominação, O correto seria "Centro Geodésico da América do Sul", o segundo é que esse ponto, de acordo com Seplan /MT está localizado no antigo Campo dOurique, atual Praça Pascoal Moreira Cabral, ou melhor, em frente a CÂmara MUnicipal de Cuiabá, onde está o marco do centro geodésico definido pela Comissão Rondon, em 1909. https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=441538&view=detalhes

  • Mainardo Aragao
    26 Jan 2020 às 10:30

    Opa! Centro Geodésico da América do Sul, não da América Latina. Essa compreende a América Central e a do Norte (México). Começou mal o governo estadual.

  • carlos
    25 Jan 2020 às 06:23

    concordo com o Luis, tudo aqui é no bucolismo quem perde e chapada, agora com esse adjunto o nosso turismo nunca chegara a Nada. Ja temos um ano de administracao e até agora cade o projeto estadual de turismo para o nosso estado?

  • Carlos
    24 Jan 2020 às 21:44

    Espero que eu possa continuar apreciando a beleza do local, claro sem intervir na natureza de maneira além do natural.

  • Ggm
    24 Jan 2020 às 20:59

    Mato Grosso não investe em turismo, o mundo inteiro recebe bem o turista. Aqui quem quiser visitar as maravilhas de Mato Grosso vai ver abandono.

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