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Muitas horas de ensaio e uma paixão: conheça o Madfox, grupo cover de k-pop em Cuiabá

Da Redação - José Lucas Salvani

15 Dez 2019 - 08:28

Foto: Isadora Minarini

Muitas horas de ensaio e uma paixão: conheça o Madfox, grupo cover de k-pop em Cuiabá
Surgido em meados da década de 1990, o k-pop ultrapassou fronteiras, se tornou um fenômeno mundial, chegou até a cuiabana Amanda Mendes, de 19 anos, em 2015, e se tornou sua verdadeira paixão. Ela junto de Ana Clara Fortes, Angela Naara, Bruna Roberta, Cadu Costa, Gabriela Nascimento, Isabela Vasconcelos, Marina Muller e Sofia Santullo formam o grupo cover Madfox, um dos populares na capital mato-grossense entre a comunidade k-popper.

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Na época, o grupo foi montado exclusivamente para um evento pequeno na capital e atuou inicialmente como um trio. Ela, Gabriela e outra amiga se juntaram para apresentar e, ao contrário do esperado, elas não ficaram muito nervosas com sua “estreia nos palcos”. A comunidade k-popper na cidade era muito pequena, o que não resultava na intimidação de um grande público.

“O k-pop sofreu muito ao longo dos anos. Surgiu muita gente interessada. Descobriram que haviam [alguns] eventos e, como consequência, começaram a surgir [novos] eventos e grupos. Eu acho muito bom esse crescimento porque você cria uma comunidade mais forte e mais oportunidades de apresentar”, conta ao Olhar Conceito.

A primeira apresentação aconteceu em uma sala de escola, mas hoje até shoppings da cidade embalam na onda. Quanto aos grupos, há diversos como Je-il e A.ngels.



Ao longo dos quatro anos, o grupo foi mudando muito e teve formações diferentes. Aquela amiga que participou da primeira apresentação, por exemplo, saiu e os outros membros foram sendo integrados no decorrer. Na época em que a entrevista foi realizada, o grupo estava atuando apenas com seis membros por conta de problemas pessoais diversos dos demais.

O MadFox se apresenta em diversos eventos, competições e já conquistou alguns prêmios. No YouTube, o grupo possui um canal onde publica vídeos de apresentações e, neste ano, publicou o vídeo cover da música “We Go Up”, do grupo NCT Dream, da SM, uma das principais gravadoras da Coreia do Sul.
 

Como o grupo foca mais em apresentações, os ensaios das coreografias acontecem quase que todos os meses, visto que eventos e competições acontecem, geralmente, a cada dois. Encontrar um dia possível para todos é bem complicado mas, no fim, os encontros acabam por acontecer nos fins de semana. Por dia, são de 3 horas a 4 horas de ensaio. Essa média é em grupo. Cada um deles ainda ensaia individualmente, cada um em seu tempo disponível e possível.

“Eu vejo [as competições] muito como algo entre amigos, bem mais de comunidade, algo cara a cara do que competição. Para mim, pelo menos, é mais uma diversão com pessoas que eu conheço e gosto”, confessa.

O empenho vai para além da dedicação de ensaio e chega até na forma que irão se vestir. O investimento varia muito do próprio porte do evento que irão se apresentar. Às vezes combinam roupas parecidas que tem em casa para baratear os custos, pegam emprestados de outros amigos, mas em outros momentos buscam costureiras ou até fazem eles mesmos as vestes.

Todo o esforço vale a pena, mesmo quando não há premiação porque o reconhecimento do público vale muito. “É divertido [ter esse reconhecimento]. É uma valorização do nosso trabalho. Mesmo que não role prêmio, é algo que a gente se esforça bastante, então ficamos muito felizes quando o público percebe isso, que a gente fez uma apresentação muito boa”, conta.

Primeiro contato

Em entrevista, Amanda revela que já era ligada na cultura asiática, em específico a japonesa, antes de começar a ouvir músicas de k-pop. Ela conheceu o gênero por amigos e internet, e se apaixonou pelo videoclipe da música “So Cool”, do grupo feminino Sistar. “Foi o primeiro grupo que eu comecei a gostar muito”, conta. Já hoje ela é muito fã dos grupos VIXX e SEVENTEEN.
 

A paixão pelo k-pop é tanta que ela já madrugou para ver videoclipes no momento em que eles foram lançados, como também assistiu muitos programas ao vivo sem qualquer legenda e sem entender o idioma falado só para poder apreciar o grupo que gosta.

Indústria bilionária

Anualmente, o k-pop rende US$ 4,7 bilhões para a Coreia do Sul. O valor é resultado de um investimento feito há 20 anos, quando surgiram os primeiros nomes, como H.O.T. e Seo Taiji and Boys. Um departamento específico para o k-pop no Ministério da Cultura da Coreia do Sul chegou a ser criado, e R$ 1 bilhão foi destinado ao gênero em 2015, de acordo com o G1.

Em 2012, o k-pop ganhou pela primeira vez os holofotes mundiais por conta do hit viral “Gangnam Style”, do cantor Psy. A principal versão videoclipe rendeu mais de 3,4 bilhões de visualizações. Se somada com a segunda versão do videoclipe, que possui participação de uma cantora chamada HyunA nos vocais, a música ultrapassa 4,2 bilhões de visualizações.

Atualmente, quem se sobressaiu e se mantem nos holofotes ocidentais é o grupo masculino BTS. Com sete integrantes, o grupo possui o EP mais vendido de 2019 na Coreia do Sul. O disco “Map of the Soul: Persona” conta com 3.339.302 cópias vendidas. Segundo a revista Rolling Stone, somente o carro-chefe do álbum, “Boy With Luv”, vendeu 3,2 milhões em seu primeiro mês de lançamento.

Com o sucesso em números, o grupo anda bem requisitado por alguns dos principais nomes da música pop norte-americana da atualidade. A própria “Boy With Luv” conta participação da cantora Halsey, enquanto uma de suas canções anteriores, “Idol”, tem o rap de Nicki Minaj.
 

7 comentários

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  • Salada de Alface
    16 Dez 2019 às 14:37

    Era sal que me faltava.

  • joaoneto
    16 Dez 2019 às 12:31

    ainda bem que nao nasci na decada passada, geração mimizenta.

  • PRIME
    16 Dez 2019 às 09:27

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  • Kakashi
    15 Dez 2019 às 13:56

    Muitoo incrível, grupoo MARAVILHOSOOOO

  • Jordan Sali
    15 Dez 2019 às 10:59

    Brasil sem futuro. Ao invés de trabalho, ficam madrugando esperando lançamentos de vídeos? Ô pai, porque nasci nesse país de preguiçosos?

  • Jurema Santiago
    15 Dez 2019 às 10:57

    Geração nem nem. Nem estuda nem trabalha

  • Ana
    15 Dez 2019 às 10:24

    Vocês estão apelando hein?? Não matéria que preste não?

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