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Domingo, 23 de junho de 2024

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Favelas cariocas fazem parte do cenário de 'Alemão'

Em uma madrugada de sexta para sábado, uma viela de uma super populosa favela carioca é tomada por uma pequena multidão, que se reunia para assistir a um duelo entre a polícia e traficantes locais. Uma garota é feita refém e tem sua vida negociada entre um dos chefes do crime local e um policial à paisana. A ação bem poderia fazer parte do cotidiano violento de uma das tantas favelas brasileiras - não fosse a ocorrência uma das cenas cruciais de Alemão, novo filme do diretor José Eduardo Belmonte e do produtor Rodrigo Teixeira, cujas filmagens ocorreram em várias comunidades do Rio, como Rio das Pedras (que abrigou a cena em questão), o Complexo do Alemão, o Chapéu Mangueira e um colégio no Alto da Boa Vista.


Encerradas há duas semanas, as filmagens trouxeram atores como Milhem Cortaz (Branco), Caio Blat (Samuel), Gabriel Braga Nunes (Danillo), Otávio Muller (Doca) e Marcelo Melo Jr. (Carlinhos) no papel de quatro policiais disfarçados e infiltrados no Morro do Alemão que, sob o comando de Valadares (Antônio Fagundes), trabalharam na histórica operação de ocupação das comunidades do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, em novembro de 2010.

Já em sua concepção, Alemão se mostra uma rara experiência de "faroeste à brasileira", como bem gosta de ressaltar Belmonte. Não pertence ao famigerado gênero "filme favela", não é um policial e muito menos um filme de ação convencional. "Há uma dimensão humana nestes policiais. Eles possuem dramas como o fato de que a garota refém é irmã de um dos chefes do tráfico e namorada de Carlinhos. Ao decidir se devem ou não negociar a vida da garota, mais que uma ação policial, é a vida do amigo e parceiro que estes policiais têm de decidir", comenta Belmonte.
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