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‘Estar na rua é dizer que nós existimos’, defende organizador da Parada LGBTQI+;Fotos

Da Reportagem Local - José Lucas Salvani / Da Redação - Vinicius Mendes

16 Nov 2019 - 15:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

‘Estar na rua é dizer que nós existimos’, defende organizador da Parada LGBTQI+;Fotos
A Parada da Diversidade Sexual de Cuiabá 2019 celebra a comunidade LGBTQI+ de Mato Grosso e debate a inserção no mercado de trabalho, na tarde deste sábado (16). A passeata culmina na Orla do Porto, onde são realizadas diversas apresentações a partir das 18h. Um dos organizadores do evento, Clovis Arantes, estima a presença de 20 mil pessoas.

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Ao Olhar Conceito, Clovis falou sobre a importência de discutir a inserção de pessoas LGBTQI+ no mercado de trabalho. Ele afirma que o preconceito ainda é um grande obstáculo a ser vencido, para que este cenário mude.

"Nós estamos discutindo esta questão do mercado de trabalho justamente porque as pessoas LGBTQI+, principalmente as pessoas trans, tem mais dificuldade de acessar o mercado de trabalho, porque ainda existe muito preconceito. Então é hora de a gente dialogar com a sociedade, com as empresas, e dizer que nós podemos estar em qualquer profissão, nós somos médicos, nós somos garis, somos caminhoneiros e caminhoneiras, nós somos deputados, somos advogados, somos professores, nós podemos estar em qualquer profissão".

A expectativa de Clovis é de que, quando a passeata chegar à Orla do Porto, 20 mil pessoas estejam participando do movimento, que ele classifica como, acima de tudo, um ato político.

"Nós estamos esperando que a população realmente venha para este grande ato show, que é um ato show político, porque os nossos corpos são corpos políticos, e estar na rua neste dia 16 é dizer que nós existimos".


A caminhoneira trans, Afrodite Almeida Araújo, 70.

A caminhoneira transexual Afrodite de Almeida, participa pela primeira vez de uma Parada do orgulho LGBTQI+. Ela afirmou que manifestações deste tipo são importantes para que a comunidade ganhe mais espaço.

"É a primeira vez que eu participo de uma parada assim. Eu fui convidada para participar da parada em São Paulo, mas foi de última hora e eu nunca tinha participado então não quis ir. Agora, eu fiquei sabendo na quinta-feira sobre esta parada, e eu acho muito importante porque é uma manifestação pacífica, uma manifestação de amor, eu nunca persegui, nunca fui perseguido, e não entendo estas violências que tem nos grandes centros, esta intolerância. Eu acredito que devagar a gente está ganhando espaço".

Afrodite disse que sua família e as pessoas à sua volta entendem sua transição e que as pessoas tenham este direito. Porém, afirmou ser contra imposições.

"Este tipo de manifestação eu acho muito importante, deveria ter até mais, para as pessoas irem conhecendo, você vê que é tudo alegria, ninguém está impondo nada a ninguém. Eu sou contra imposições a crianças, mas nós adultos, nos lares, quando a criança se manifesta, os pais tem que entender, porque isso não é uma escolha nossa, isso aí vem de dentro de nós desde que nascemos". 

O deputado estadual Ludio Cabral (PT) compareceu à parada para dar seu apoio. Ele afirmou que é necessária uma atuação mais forte do Estado na criação de políticas públicas que assegurem o acesso de pessoas LGBTQI+ aos direitos básicos e à oportunidade de emprego.

“[É importante] fortalecer políticas públicas que assegurem o acesso a todos os direitos, porque a oportunidade do emprego está relacionada ao acesso à educação, à aceitação dentro das escolas, está associada ao cuidado com a família, políticas de saúde, população trans precisa de acesso à saúde. E por meio da atuação do Governo na economia, criar condições para ampliar a oferta de empregos, combatendo a discriminação, qualificando e dialogando com o setor empresarial para que dê oportunidades”, disse.









A parada

O Conselho Municipal de Atenção a Diversidade Sexual de Cuiabá realiza nesse sábado (16) a 17ª Edição da Parada da Diversidade Sexual. O tema escolhido para esse ano foi: “Somos muitos, podemos estar em qualquer profissão! Demita o seu preconceito”.

O ponto de concentração popular é na Praça Ipiranga, a partir das 14h, seguindo para Orla do Porto, onde haverá apresentações artísticas regionais e nacionais. A Parada já foi consolidada como o principal ato de resistência e afirmação dos direitos LGBTQI+.

Ao longo do trajeto, que cruza as avenidas Tenente Coronel Duarte (Prainha) e XV Novembro, milhares de pessoas vão colorir as ruas de Cuiabá. Na Orla, artistas como Seven, Henderson Santana, Almerinda, Pedro Tavares, Bia Trindade,  Daiely Cristina, Wallazi, talentosas Dragas , artistas da cidade de Cuiabá e do interior do Estado,  fazem as apresentações, que se estendem até às 23h.

A Parada é realizada pelo Grupo Livremente: Conscientização e Direitos Humanos (LGBTQI), Conselho Municipal de Atenção a Diversidade Sexual de Cuiabá (CMADS) e sob a coordenação geral do Conselho Estadual de Educação, União Brasileira de Mulheres, Mães pela Diversidade e Conselho da Juventude (Conjuv). O evento tem o apoio da Prefeitura de Cuiabá.


Atualizada às 16h40.

16 comentários

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  • Paolo
    18 Nov 2019 às 09:59

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

  • Chico Bento
    18 Nov 2019 às 09:29

    Vote, não me viu xomano!

  • ximena
    18 Nov 2019 às 09:02

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • João bicudo
    17 Nov 2019 às 18:53

    É muito importante informar o endereço disso, pois eu quero e passar bem longe

  • Moacir
    17 Nov 2019 às 12:33

    Aproveitem não vai durar muito.

  • Damares
    17 Nov 2019 às 09:51

    Que frase! Por ela dá pra perceber o quanto é significativo o movimento!

  • Daniel Boone
    16 Nov 2019 às 20:35

    Só gente feia e sem futuro. Pronto, falei.

  • Marcos
    16 Nov 2019 às 20:28

    Porque somos todos diferentes.

  • Mauro Mendes
    16 Nov 2019 às 20:21

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  • Jéssica Trans
    16 Nov 2019 às 19:47

    Eu estive lá e ameeeei.... Mas continuo não concordando com essa nossa sigla que de um simples gls, virou um tal de lgbtqi Nunca vi coisa mais ridícula, daqui uns anos nem nós da classe vamos conseguir pronunciar pois vai virar um abecedário isso.

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